Crítica: The 40-Year-Old Version

A voz da mulher preta

Comédia premiada no Festival de Sundance, “The 40-Year-Old Version” é facilmente uma das produções mais interessantes que a Netflix lançou recentemente. Esta é a estreia de Radha Blank na direção, que entrega aqui algo extremamente pessoal, imprimindo, em seu fascinante texto, sua luta diária como mulher, preta e artista. Ela se coloca como protagonista da própria história e traz honestidade em cada um de seus fortes relatos.

Filmada em preto e branco, a obra faz um recorte na vida de Radha que, próxima de completa 40 anos, começa a refletir sobre o rumo de sua carreira como escritora, que mesmo tendo vencido um importante prêmio da literatura – aos 30 anos – nunca teve, de fato, espaço para realizar sua arte. O longa narra este momento em que ela busca por renascimento e, principalmente, ter finalmente sua voz ouvida. “The 40-Year-Old Version” é o manifesto desta grande mulher. De forma ousada e sincera, Radha aponta uma ferida antiga dentro da arte, seja no cinema, seja no teatro, onde o preto apenas tem espaço para ilustrar uma pobreza estereotipada e servir de troféu para histórias de brancos salvadores. Ela traz humor em seu relato, sem jamais diminuir o impacto de seu poderoso e necessário discurso.

Debute na direção, Blank entrega um produto fascinante, bem conduzido. Seus discursos transbordam naturalidade e encanta ao colocar em cena, instantes tão prazerosos de assistir, guiados por personagens tão carismáticos. Um filme brilhante que, definitivamente, precisava existir.

NOTA: 9

  • Duração: 129 minutos
    Disponível: Netflix
    Roteiro: Radha Blank
    Direção: Radha Blank
    Elenco: Radha Blank, Peter Y. Kim, Reed Birney

Crítica: O Diabo de Cada Dia

Delírios da fé 

Grande acerto da Netflix, “O Diabo de Cada Dia” é uma adaptação do livro de Donald Ray Pollock que reúne um elenco de atores promissores. A obra narra uma série de histórias e personagens que são conectadas pela violência em uma região esquecida dos Estados Unidos. São indivíduos atormentados por um período entre Guerras, que encontram na fé uma passagem para a salvação. É bem interessante como o roteiro vai costurando essas tantas tramas, que atravessam anos e são cruzadas por pura coincidência ou vontade divina, como o próprio narrador nos alerta. Essa voz onisciente e onipresente é o que nos guia. É ela quem nos permite adentrar na mente conturbada de cada um e na melancolia existente nessas ligações. 

O diretor e roteirista Antonio Campos surpreende ao comandar essa jornada. Ele, que veio de obras menores como “Christine”, volta a investigar os efeitos de se viver em uma sociedade que normalizou a violência e crueldade. Campos acerta na construção da atmosfera, nos fazendo viajar ao tempo e a acreditar naquelas histórias e sentimentos. Há algo de amedrontador que permeia por todas as narrativas. A desumanidade ganha força nos lugares comuns, justamente onde parecia habitar bondade. O longa rapidamente nos faz traçar esse paralelo com a realidade e como a religião e a fé acabam sendo usadas como desculpa para tanta atrocidade. Esse fanatismo religioso é aterrorizante porque ele vem como escudo e porque ele defende o mal como um simples ato de delírio. 

Neste sentido, é interessante a história de vingança de Arvin Russell (Tom Holland) porque ele não combate uma pessoa específica e sim o peso que carrega do passado e sua relação com esse Deus impiedoso. Essa santidade que corroeu sua família e tudo aquilo que ele amava. Essa adoração que nunca trouxe respostas ou que tenha justificado tantos sacrifícios. Trouxe apenas o vazio, a dor, a solidão de ter que viver com tanta perda. Arvin é o que conecta essas tantas histórias. Desde seu pai, um soldado perturbado pela Guerra (Bill Skarsgård) até os inúmeros personagens que vão cruzando seu caminho por puro acaso (ou porque Deus quis assim). A arma, uma Luger alemã, que dizem ter estourado os miolos de Hitler, é outro item que transita por esses tantos ciclos e o objeto amaldiçoado que carrega essas tantas memórias. Ainda que o roteiro acerte na composição de todo este extenso universo, sinto uma leve fragilidade na jornada do xerife, interpretado por Sebastian Stan. Ele era um item importante na história mas jamais fica claro sua real relevância. Sinto que não foi bem explorado essa forte conexão que havia entre ele e Arvin e como ambos eram essas linhas soltas que dariam o último nó ao fim. Como todo filme que se utiliza de narração em off, este infelizmente nem sempre escapa da armadilha de narrar o que, às vezes, é explícito na imagem. Mas no geral funciona e não chega a estragar a experiência. 

Trata-se de um roteiro poderoso, brilhantemente bem escrito. Flui bem por todas as histórias sem perder a unidade, sem oscilar, apesar da longa duração. Mais do que ter em mãos grandes personagens, a obra acerta na escalação e condução dos atores. Independente do tempo de cena de cada um, todos estão bem. Holland nos faz esquecer seu Homem-Aranha e isso é ótimo, visto que nos últimos anos ignoramos a criança promissora que ele era. Jason Clarke e Sebastian Stan são tão bons que criamos um asco enorme por vê-los na tela. O mesmo sentimos por Robert Pattinson que, no entanto, ainda que seja esforçado, não consegue fugir da caricatura. As atrizes Eliza Scanlen, Mia Wasikowska, Riley Keough e Haley Bennett estão ótimas também, mesmo que menores na trama. Destaco Harry Melling pela força e garra ao qual entrega à seu personagem. 

Algumas pessoas nascem apenas para serem enterradas é uma verdade dolorosa. “O Diabo de Cada Dia” traz uma visão pessimista sobre como a nossa jornada e a maldade coexistem. Nosso destino pode alcançá-la a qualquer instante, quando menos esperamos, apenas porque tem que ser assim. A obra, no meio de suas tantas tragédias, faz um relato obscuro sobre a base de nossa atual sociedade e os reflexos que temos na política. Pessoas ordinárias e lunáticas que não tem noção do peso de suas ações e seus crimes bárbaros hoje estão no poder e estão validando o que é certo.

NOTA: 8,5

  • País de origem: EUA
    Ano: 2020
    Duração: 138 minutos
    Título original: The Devil All The Time
    Distribuidor: Netflix
    Diretor: Antonio Campos
    Roteiro: Antonio Campos, Paulo Campos
    Elenco: Tom Holland, Robert Pattinson, Sebastian Stan, Bill Skarsgård, Riley Keough, Jason Clarke, Harry Melling, Eliza Scanlen, Haley Bennett, Mia Wasikowska

Crítica: Estou Pensando em Acabar com Tudo

O tempo que passa por nós

O texto a seguir possui spoilers

Charlie Kaufman é um sujeito interessante. Distante do cinema desde 2015 quando lançou a animação “Anomalisa”, ele sempre despertou em mim um imenso interesse. Há algo único em suas narrativas e uma forma peculiar de contar suas histórias mirabolantes. Suas obras se conversam e soam como um inventivo e melancólico ensaio sobre a vida e um mergulho na psique humana. Desilusões, frustrações, relacionamentos e identidade estão sempre ali e mesmo que ele adapte os pensamentos do livro de Ian Reid, é curioso como suas ideias tão bem dialogam com os estudos de Kaufman. Não haveria outro diretor e roteirista a estar aqui e fico feliz por este bem-vindo retorno.

“Estou Pensando em Acabar com Tudo” é um filme confuso e um grande exercício de reflexão. É o tipo de produto que permite interpretações diversas, que termina e nos deixa ali tentando montar as peças que nos foi mostrada e desvendar suas enigmáticas intenções. Superficialmente, acompanhamos a viagem de uma jovem mulher (Jessie Buckley) para conhecer a excêntrica família de seu recente namorado Jake (Jesse Plemons). Grande parte da trama acontece dentro do carro, o longo caminho que permite que os dois se conheçam, mesmo que, ironicamente, a vontade da protagonista seja terminar com este vazio relacionamento. O tempo todo o filme nos indica que algo de estranho está acontecendo, mesmo que nunca fique claro o que é. Exatamente isso é o que o torna tão assombroso, porque sentimos em cada instante que algo está interrompendo a normalidade. É bizarro, desconfortável e sua atmosfera nos traz esta sensação de incômodo, de que algo errado não está certo.

É difícil comentar do filme sem SPOILERS, então se você não viu, recomendaria pular para o último parágrafo. “Estou Pensando em Acabar com Tudo” me lembra bastante outro trabalho do diretor, “Sinédoque, Nova York” e esta encenação da vida de um homem frustrado diante de tudo aquilo que ele não compreendeu ou do que dói o bastante e precisa ser exteriorizado. Se no começo, “eu preciso acabar com tudo” nos remete ao iminente término de um relacionamento, ao fim compreendemos que se tratava da própria existência de Jake, o real protagonista desta história. Ele é o zelador da escola, introspectivo, solitário, que envelheceu e olha para o passado com amargura por não ter vivido seus tantos sonhos e se dedicado a suas aspirações acadêmicas e artísticas. Ele jamais viveu um relacionamento e cria sua “musa” se inspirando nas histórias de amor que consumiu e justamente por isso ela é inconstante, mudando de nome, perfil e roupas, fruto de uma imaginação que falha, que recria constantemente. O filme, então, é quase como uma jornada às memórias desse homem. Triste ao final da vida, que provavelmente se sacrificou para cuidar dos pais, principalmente da mãe debilitada. Que por eles também, nunca se viu livre para ser quem é por medo dos julgamentos de suas mentes conservadoras. Ao final, Jake se vê apresentando seu ato musical final, cercado de tudo aquilo que ele não teve, aplaudido, reconhecido por seus talentos e um homem imensamente amado por uma mulher. Como a garota diz em certo momento, Jake está parado e o tempo passa por ele, se alimentando, o corroendo, assim como o porco ingerido vivo.

“Estou Pensando em Acabar com Tudo” diz muito sobre como pensamentos revelam nossa verdade. Como somos honestos ao que vem à mente, até mesmo em nossas invenções, aos nossos sonhos. Pensamentos são reais e nos atormentam pela sinceridade que jamais revelaremos ao mundo. Não há blefe quanto ao que sentimos, diferente de nossas ações. Forjamos, atuamos, construímos um personagem para sermos aceitos, para sermos amados. Nunca conheceremos alguém de fato porque jamais teremos acesso aos seus pensamentos, à sua versão mais honesta. Nesse sentido, o filme ainda questiona os relacionamentos e revela o quão assustador pode ser dividir a vida inteira ao lado de alguém sem nunca ter tido a chance de realmente conhecer a outra pessoa. Não estar ao lado de alguém foi um peso que Jake carregou consigo, porque ele está inserido em uma sociedade que jamais aceitou uma vida sem ter um parceiro. A arte, a mídia, os coach sempre tiveram frases prontas para nos motivar e dizer que “existe uma pessoa para cada um”, que “existe o lado bom para todas as coisas”, uma grande besteira escrita por alguém que achou que descobriu como é viver para frustrar aquelas que jamais alcançaram essas falsas afirmações. Existe uma expectativa sobre o que é vencer e é doloroso quando vivemos distante delas, não porque precisamos dessas coisas, mas porque nossas ambições foram pré-determinadas.

Trata-se de um filme que se sustenta dessas metáforas e possíveis interpretações, mas que não funciona ao todo. A condução de Kaufman é arrastada e jamais justifica sua longa duração, o tornando entediante grande parte do tempo. Tive a incômoda sensação que a obra jamais desperta, jamais acontece de fato. Tudo é um ensaio para o fim, um preparo, uma longa introdução para sua real intenção que só é revelada nos minutos finais. A teatralidade e os diálogos que buscam constantemente uma profundidade para as conversas cansam, não geram empatia. Sua alta pretensão é gritante e isso afasta. O elenco, por sua vez, compreende a loucura do texto, permitindo assim com que os protagonistas Jessie Buckley e Jesse Plemons brilhem em cena. David Thewlis e Toni Collette também surgem incríveis. Os últimos minutos de filme são bem caóticos e soam como fragmentos de diferentes produções que não ornam. A cena da morte e a do musical provam a inconstância do trabalho de Kaufman como diretor, um tanto quanto apressadas e estranhamente mal conduzidas. Diferente do livro, ele elimina o tom de thriller e mistério e finaliza seu produto de maneira abrupta e amarga, desvalorizado as ótimas revelações que tinha em mãos, mas que são ofuscadas pela intenção de criar uma confusão narrativa quando não havia necessidade. É um caminho tortuoso até chegar ao fim e a forma como entrega suas respostas é um tanto quanto frustrante.

A produção é bem interessante e acho curioso como ele usa do próprio design para dar pistas sobre a trama, como o figurino dos personagens e as estampas coloridas de seus cenários. O trabalho de maquiagem também é fantástico e me deixou intrigado sobre como tudo foi feito. Apesar das falhas, foi bom poder encontrar um produto autoral como este raramente encontrado na Netflix, com um texto ousado, ainda mais em um ano com tão poucos lançamentos capazes de chacoalhar o mundo cinéfilo, o retorno de Charlie Kaufman se mostra necessário. Me frustra por ser distante de tudo o que eu esperava – uma expectativa impossível de não ser criada por ter lido o livro antes -, mas isso é uma culpa que eu levo e não depositarei no filme. É uma obra difícil, que termina e nos deixa ali desolados, tentando entender, tentando digerir e melancólicos por suas tantas reflexões. Funciona quando pensamos em todo o brilhantismo de seu conceito, sendo um produto que facilmente ecoa em nós, mas a experiência de assisti-lo, infelizmente, é imensamente intragável.

NOTA: 6.5

  • País de origem: EUA
    Ano: 2020
    Duração: 134 minutos
    Título original: I’m Thinking of Ending Things
    Distribuidor: Netflix
    Diretor: Charlie Kaufman
    Roteiro: Charlie Kaufman
    Elenco: Jessie Buckley, Jesse Plemons, Toni Collette, David Thewlis, Colby Minifie

Crítica: A Professora do Jardim de Infância

Aqueles que vivem na sombra

Produzido pela Netflix (que por alguma razão que desconheço, não chegou no catálogo brasileiro), “A Professora do Jardim de Infância” é um remake de um filme israelense e se trata de um produto raro da gigante do streaming. Inteligente, nada convencional e desconfortavelmente profundo. É bom quando nos deparamos com longas como este, que nos faz refletir sobre sentimentos e situações quase nunca debatidos no cinema. Melhor ainda quando é colocada, no centro de tudo isso, uma personagem feminina grandiosa.

A professora Lisa Spinelli (Maggie Gyllenhaal) é uma mulher cansada. Mãe de filhos que não mais controla e estagnada em uma carreira que não a leva para nenhum outro ponto. Todos os dias leciona para diversas crianças e vê, naqueles rostos inocentes, uma vida inteira pela frente e cheia de oportunidades. É assim que algo, de repente, se torna sua maior motivação e, posteriormente, sua obsessão: um de seus alunos se desponta como prodígio, recitando belos poemas com uma naturalidade surpreendente. Deste talento improvável, Lisa decide apostar suas fichas no garoto, explorando sua criatividade e o fazendo acender no mundo de tantas luzes apagadas.

“Talento é uma coisa tão frágil e rara e nossa cultura faz de tudo para acabar com ele. Mesmo aos quatro ou cinco anos, eles vem para a escola vidrados nos celulares, falando apenas de TV e vídeo games. É uma cultura materialista que não favorece a arte, ou a linguagem ou a observação.”

“The Kindergarten Teacher” é um filme inquietante. Toda cena parece revelar algo e nos faz sentir inúmeras sensações diferentes a cada passo que avança. Seu início é, de certa forma, tocante. Ver aquela mulher ali, exercendo aquele papel tão singelo e único na vida daquelas crianças é realmente belo de se ver. Por isso, tudo o que acontece a partir dali é estranhamente desconcertante, porque nunca estamos preparados para o que vem adiante. É assim que a obra consegue, de forma brilhante, ser doce e perturbadora ao mesmo tempo. Há algo de incômodo na relação obsessiva entre a professora e o aluno e nunca sabemos exatamente o que é mas sempre evitamos pensar o pior. Durante toda a trama, estamos julgando as ações daquela solitária mulher e tentando compreender exatamente onde ela pretende chegar. Até que ponto os desejos pessoais dela são saudáveis ou prejudiciais àquela criança é a reflexão que nos vem a todo tempo e o que torna a história tão profunda, complexa e inesperadamente tensa.

Maggie Gyllenhaal torna o filme ainda mais especial, ainda mais grandioso. É uma performance potente e ela entrega um de seus melhores momentos no cinema. A sequência final é soberba e a atriz traz tanta alma à sua personagem que, por alguns instantes, esquecemos que aquilo é ficção, tamanha a verdade com que ela se entrega. A obra termina no grande clímax e nos deixa ali, desolados, silenciados por sua força. É triste, é real e nos faz pensar e sentir tantas coisas ao mesmo tempo, que se torna difícil digerir ou de chegar a uma conclusão imediata. Este é o poder dos grandes filmes e este é um grande filme.

NOTA: 8,5

  • País de origem: EUA
    Ano: 2018
    Duração: 96 minutos
    Título original: The Kindergarten Teacher
    Distribuidor: Netflix
    Diretor: Sara Colangelo
    Roteiro: Sara Colangelo
    Elenco: Maggie Gyllenhaal, Gael García Bernal, Parker Sevak, Rosa Salazar

Crítica: Newness

a fome de novidade

O diretor Drake Doremus (Like Crazy, Equals) tem um olhar muito peculiar sobre relações amorosas. Além de trazer muita sensibilidade para suas histórias, há sempre um realismo extremo que tornam seus personagens e as situações em que vivem tão próximos de nós. “Newness” pode não ser uma obra-prima do cinema e presente no catálogo extenso da Netflix, pode até não alcançar tanta gente. No entanto, há algo que precisamos considerar que é um grande feito aqui, sua honestidade ao falar sobre amor. Não me lembro a última vez em que vi um filme que falou tão bem sobre isso, que expôs, com tamanha verdade, o que é dividir a vida com alguém.

Aqui os protagonistas se conhecem como itens de uma enorme vitrine. Como produtos a serem logo descartados. Quase que viciados em aplicativos de encontros, Martin (Nicholas Hoult) e Gabi (Laia Costa) buscam uma transa rápida, algo que lhes traga uma satisfação momentânea. Quando o match, enfim, acontece, a química entre os dois é nítida, o que inevitavelmente acaba fluindo para uma relação. Um tempo depois, passam a dividir o mesmo apartamento, porém, sem grandes surpresas, a vida entre eles alcança o tédio e em uma tentativa de reascender o que sentiam no começo, decidem abrir o relacionamento, lhes permitindo conhecer outras pessoas, fugindo assim, da mesmice que um casamento pode ser.

Me senti chocado e tocado por cada cena de “Newness”, justamente porque a obra é um reflexo muito exato do que somos, do que vivemos e do que acreditamos. Martin e Gabi fazem parte de uma geração que busca por novidades, que se cansa fácil do que já tem. É a sociedade do consumo, que deseja algo rápido, que usa e logo joga fora. Drake Doremus fala com precisão sobre os amores líquidos e a estranha facilidade que temos em perder tesão em algo que pouco tempo antes nos preenchia. Talvez a própria tecnologia nos transformou nisso. A novidade está constantemente ao nosso alcance. Se acostumar com algo velho ou aceitar a rotina parece um sintoma de cegueira. Vivemos em uma época em que casamento é visto como prisão, como o contrato oficial do tédio. O filme, então, parece questionar como escrever uma história de amor no tempo em que relações estão fadadas ao fracasso. No tempo em que se mostrar frio e distante é sinônimo de fortaleza, de coragem. Aquele desprezo doentio que se confunde com autossuficiência.

A história dos dois é uma história de amor possível. Eles se amam e isso deveria ser o necessário. Não é. Nunca é. Falta atenção, interesse. Falta aquela dose de esforço diário que esquecemos sempre. É doloroso acompanhar a jornada do casal, em como eles machucam, se destroem. Viver uma vida a dois requer tão mais que só amor e sofremos porque vemos ali na tela duas pessoas que querem estar uma com a outra, mas não estão dispostas a ceder. As discussões entre os dois são incrivelmente verdadeiras e alcançam um nível alto de brilhantismo. É interessante, também, o debate da obra acerca dos relacionamentos abertos e sobre a poligamia. Sobre esta ideia de que a vida é curta demais para amarmos uma única pessoa.

A química entre os dois atores é a grande arma do filme, que nos faz vibrar por cada etapa que enfrentam. Nicholas Hoult é sempre incrível, mas é Laia Costa quem brilha. A atriz é uma mistura intrigante de delicadeza e fúria. Fiquei emocionado por sua entrega e por cada momento em que está em cena. Drake Doremus continua muito sensível ao falar de amor e poucos cineastas transmitem tão bem este sentimento para a tela como ele. No final da obra senti o impacto. É intenso, honesto e profundamente humano. A fotografia e a bela trilha sonora ajudam a compor este filme que não tem a pretensão de ser memorável, mas ao menos atinge com perfeição sua proposta. Ser o retrato fiel dos relacionamentos amorosos dos tempos atuais. Será difícil achar um outro que fale tão bem quanto este. Uma preciosidade rara. Um achado.

NOTA: 9

  • País de origem: EUA
    Ano: 2017
    Duração: 117 minutos
    Distribuidor: Netflix
    Diretor: Drake Doremus
    Roteiro: Ben York Jones
    Elenco: Laia Costa, Nicholas Hoult, Matthew Gray Gubler, Danny Huston

Crítica: Jóias Brutas

O outro lado de Adam Sandler

“Jóias Brutas” é uma surpresa em muitos aspectos. Vai além do que esperamos de um filme e muito além do que esperamos de Adam Sandler. O ator que ganhou reputação bem ruim diante de tantas escolhas equivocadas em sua carreira vem para provar um talento raras vezes demonstrado. Ele não apenas entrega uma belíssima atuação como nos faz esquecer completamente a visão que temos dele. Sandler renasce neste papel e revela uma garra em cena admirável. Só por vê-lo fora de sua zona de conforto, a produção já valeria a pena, no entanto, este novo trabalho dos irmãos Safdie é pura catarse e merece nossa atenção por suas tantas outras qualidades. É eletrizante, intenso e uma experiência sem igual.

Sandler interpreta Howard Ratner, dono de uma joalheria e enfiado em diversas dívidas. Para contornar esta situação e se ver distante das constantes perseguições que sofre, resolve leiloar uma preciosa pedra que comprou diretamente da Etiópia. Porém, seus planos ganham uma nova trajetória, quando um de seus clientes, um astro da NBA, pega a pedra “emprestada” e Howard precisa driblar a grande confusão que ele mesmo criou e recuperar o objeto que pode ser sua única salvação. Essa jornada do protagonista é simplesmente hipnotizante. Cheio de vícios e uma habilidade em dificultar o que poderia ser simples, ele nos deixa apreensivos por seus passos tortos e aflitos por essa total ausência de controle em sua vida.

Benny e Josh Safdie, que ganharam o respeito da crítica quando lançaram “Bom Comportamento” em 2017, retornam com um filme ainda mais completo e impactante. Há algo de muito novo no cinema deles, uma linguagem que se difere do que estamos habituados a assistir. “Jóias Brutas” é imersivo, insano e seu ritmo acelerado faz suas 2h15 minutos passarem voando por nós. Cada segundo parece ter uma informação nova e a todo instante o universo que cria parece virar de ponta cabeça. É verborrágico e nos faz rir no meio de suas tantas tragédias. É um riso nervoso, de desespero diante das cagadas de seu protagonista. Seja um plano mal elaborado, uma perseguição inquietante ou até mesmo a porta da loja em que trabalha que geralmente trava nas horas indevidas. Elementos que fazem o coração acelerar e ficar ansioso para ver tudo aquilo, em algum momento, dar certo. A direção dos Irmãos Safdies é brilhante, assim como a fantástica montagem que torna uma simples sequência em um evento vibrante e de tirar o fôlego, auxiliado por uma sempre presente e fantástica trilha sonora assinada por Daniel Lopatin. O roteiro merece destaque também, ao conseguir dar vida a tantos personagens, situações e amarrar tudo de forma coesa, mesmo no meio do caos e do turbilhão de sentimentos que expõe.

“Jóias Brutas” acerta na composição de seu universo e nos mantém atentos do começo ao fim. Um filme muito único, divertido, revigorante e cheio de alma, de vida, de coragem. Me senti surpreendido por cada detalhe e ao fim me deixou completamente devastado e impactado por sua ousada saída. É ótimo, também, para vermos este outro lado de Adam Sandler, que distante da comédia, entrega aqui a melhor atuação de sua carreira.

NOTA: 9,5

  • País de origem: EUA
    Ano: 2019
    Título original: Uncut Gems
    Duração: 135 minutos
    Distribuidor: Netflix
    Diretor: Benny Safdie, Josh Safdie
    Roteiro: Benny Safdie, Josh Safdie
    Elenco: Adam Sandler, Lakeith Stanfield, Idina Menzel, Julia Fox

60 filmes essenciais para ver na Netflix

Momento utilidade pública! Você já percebeu que, às vezes, passa mais tempo procurando o que ver na Netflix do que, de fato, assistindo? Justamente por isso sempre gosto de fazer essas listas que podem ser úteis para aqueles que nunca sabem exatamente o que ver diante de um catálogo tão extenso.

Resolvi, então, dar uma geral na Netflix. Mergulhar fundo nos títulos que ali estão e tentar reunir os filmes que considero essenciais. Aqueles obrigatórios para quem procura assistir algo interessante e que possuem uma certa relevância quando pensamos em cinema. Tem muitos clássicos ali perdidos ou até mesmo obras recentes que merecem uma descoberta. Espero que gostem dos selecionados!

Lembrando que todos esses títulos se encontram na Netflix até o momento da postagem (3/6/20) e podem sair a qualquer momento do catálogo.

60. Encontro Marcado
Direção de Martin Brest | 1998

Romance clássico de 98 onde a filha de um milionário se apaixona pelo Anjo da Morte. Um filme gostoso de assistir e apreciar Brad Pitt no auge de sua beleza.
Tags: Dramas, Melodramáticos, Filmes românticos

59. Invocação do Mal
Direção de James Wan | 2013

Um dos raros exemplares do terror que conseguiu, nos últimos anos, reunir diversos clichês e ainda construir uma história arrepiante e instigante. Vale pelos sustos e, principalmente, pelo ótimo roteiro e produção.
Tags: Filmes de terror, Arrepiantes, Assustadores

58. Mulheres do Século 20
Direção de Mike Mills | 2016

Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, o filme mostra a relação de uma mãe e seu filho na década de 70, quando ela decide pedir ajuda de duas mulheres a torná-lo um homem melhor. O visual é lindo e Annette Bening está fantástica.
Tags: Dramas, Filmes independentes, Intimidade, Comoventes

57. Todo Mundo em Pânico
Direção de Keenen Ivory Wayans | 2000

Não poderia deixar de citar a última grande paródia que tivemos. O filme faz uma inteligente e bem-vinda sátira sobre alguns clássicos do terror adolescente. É hilário e imperdível. As sequências estão na Netflix também.
Tags: Comédia, Sátiras, Irreverentes, Besteirol

56. Invasão Zumbi
Direção de Yeon Sang-ho | 2016

Filme sul-coreano sobre um apocalipse zumbi. Um raro blockbuster que funciona por completo, nos deixando tensos por seus personagens e completamente presos em suas ótimas sequências de ação.
Tags: Filmes coreanos, Ação e aventura, Violentos, Vigoroso

55. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Direção de Christopher Nolan | 2012

Terceira parte da trilogia de Nolan, o filme finaliza de forma épica um dos grandes exemplares que tivemos no universo dos heróis no cinema recente. Infelizmente o segundo filme não tem na Netflix, mas “Batman Begins” está lá.
Tags: Ação e aventura, Suspense de ação, Filme de super-heróis e quadrinhos

54. História de Um Casamento
Direção de Noah Baumbach | 2019

Indicado ao Oscar de Melhor Filme no último Oscar, “História de Um Casamento” relata a dolorosa jornada de um casal em um processo de divórcio. Ótimas atuações de Adam Driver e Scarlett Johansson.
Tags: Dramas, Espirituosos, Comoventes

53. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
Direção de Daniel Ribeiro | 2014

Filme teen nacional sobre descoberta da homessexualidade e sobre auto aceitação. É um relato íntimo, sensível e extremamente adorável de assistir.
Tags: Filmes LGBTQ, Filmes brasileiros, Dramas brasileiros

52. Dois Papas
Direção de Fernando Meirelles | 2019

Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles e indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, “Dois Papas” narra as conversas reais entre o Papa Bento XVI e o futuro Papa Francisco. Com diálogos inspiradores, a obra nos faz refletir sobre vários assuntos.
Tags: Filmes sobre fé e espiritualidade, Dramas, Complexos, Espirituosos

51. Comer, Rezar, Amar
Direção de Ryan Murphy | 2010

Baseado no best seller, a obra narra a jornada de Liz Gilbert que, depois de um divórcio, decide viajar em busca de boa comida, espiritualidade e em equilíbrio em sua vida. Cheio de boas intenções, momentos doces e uma belíssima presença de uma estonteante Julia Roberts.
Tags: Filmes baseados em livros, Dramas, Românticos

50. Eu, Daniel Blake
Direção de Ken Loach | 2016

O cinema britânico de Ken Loach está sempre interessado em questões sociais e que geram boas discussões. A trama gira em torno de um homem que busca receber os benefícios do governo após sofrer um acidente. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Tags: Filmes britânicos, Dramas sobre questões sociais, Intimistas

49. Jovens, Loucos e Rebeldes
Direção de Richard Linklater | 1993

Um clássico de Linklater, que volta aos anos 70 para revelar o último dia do colégio de um grupo de jovens. Entre festas, bebidas e situações inusitadas, tudo parece uma grande viagem alucinante. Uma obra descompromissada.
Tags: Filmes teen, filmes clássicos, Apimentados, Besteirol

48. Sob o Domínio do Mal
Direção de Jonathan Demme | 2004

Thriller psicológico pouco aclamado de Jonathan Demme, o longa cria, através de uma trama hipnotizante, uma absurda e desconfortavelmente palpável teoria da conspiração envolvendo a política norte-americana. Meryl Streep e Denzel Washington estão soberbos.
Tags: Filmes baseados em livros, Filmes de suspense, Thriller de espionagem

47. Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros
Direção de Steven Spielberg | 1993

Grande clássico de Spielberg! O cinema nunca mais ousou falar sobre dinossauros fora da franquia justamente porque ele conseguiu criar um universo único e cheio de possibilidades. Um trabalho de gênio que mesmo depois de tantos anos ainda funciona nos dias de hoje.
Tags: Filmes baseados em livros, Ação e aventura

46. Curtindo a Vida Adoidado
Direção de John Hughes | 1986

Se você não viu esse filme na sessão da tarde, ainda tem a oportunidade de ver na Netflix! Matthew Broderick encarna o antológico dia de Ferris Bueller quando ele decide se rebelar e passar um dia fora da escola. Descompromissado, leve e extremamente adorável. Um clássico.
Tags: Filmes teen, Filmes clássicos, Irreverentes, Alto-astral

45. A Viagem de Chihiro
Direção de Hayao Miyazaki | 2001

Filme que elevou o status da animação feita no Japão, o longa conquistou o Oscar na época de seu lançamento. A trama, cheia de simbologias e reflexões, narra a aventura de uma garota em um universo dominado por uma bruxa.
Tags: Animes longas-metragens, Filmes japoneses, Filmes para toda a família

44. Um Olhar do Paraíso
Direção de Peter Jackson | 2009

O filme acompanha uma jovem de 14 anos que observa sua família do paraíso após ser assassinada. Bom para conhecer um Peter Jackson longe de Senhor dos Anéis e pelo visual que é encantador.
Tags: Filmes baseados em livros, Dramas, Dramas policiais, Comoventes

43. O Enigma do Outro Mundo
Direção de John Carpenter | 1982

Um clássico da ficção científica no cinema, o filme serve de referência até hoje ao gênero. Na trama, um grupo de cientistas são ameaçados em uma base na Antártica, quando uma criatura misteriosa assume a forma daquilo que ela mata.
Tags: Filmes baseados em livros, Filmes de terror, Criaturas e monstros, Arrepiantes

42. Gravidade
Direção de Alfonso Cuarón | 2013

Vencedor do Oscar de Melhor Diretor, “Gravidade” acontece inteiramente no Espaço quando uma engenheira, sem conexão com a Terra, se perde na imensidão do vazio. É um filme contemplativo e rigorosamente bem filmado.
Tags: Dramas, Suspense e ficção científica, Suspense no ar.

41. Brooklyn
Direção de John Crowley | 2015

Protagonizado pela talentosíssima Saoirse Ronan, “Brooklyn” é um daqueles filmes que nos dá vontade de abraçar e querer viver um pouco dentro daquele universo. A obra mostra o coração dividido de uma jovem irlandesa, entre dois lugares e entre dois amores.
Tags: Filmes baseados em livros, Filmes irlandeses, Dramas, Comoventes, Românticos

40. O Hospedeiro
Direção de Bong Joon-ho | 2006

Enquanto um monstro aterroriza a população, um corajoso pai faz de tudo para salvar a vida de sua filha. Do mesmo diretor de “Parasita”, ele cria na tela um filme interessantíssimo, que foge das obviedades deste subgênero.
Tags: Filmes coreanos, Filmes de terror, Criaturas e monstros

39. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Direção de Peter Jackson | 2003

Para quem tiver interesse de ver a trilogia completa, todos os filmes estão lá na Netflix. Cito o terceiro porque, de fato, é o melhor de todos. Termina de forma épica esta grandiosa jornada.
Tags: Filmes baseados em livros, Ação e aventura

38. Ilha do Medo
Direção de Martin Scorsese | 2010

Com uma das reviravoltas mais surpreendentes da última década, acompanhamos dois detetives que passam a investigar um mistério em uma bizarra clínica psiquiátrica. Toda a trama nos deixa hipnotizados e ainda vale pela ótima atuação de Leonardo DiCaprio.
Tags: Filmes baseados em livros, Filmes noir, Filmes de suspense, Sinistros

37. 12 Anos de Escravidão
Direção Direção de Steve McQueen | 2013

O grande vencedor do Oscar em 2014, o filme narra a trágica jornada de um negro nascido livre e que é vendido como escravo. Um relato angustiante, pesado e extremamente doloroso. Ótima direção e um elenco poderoso fazem a sessão valer a pena.
Tags: Filmes baseados na vida real, Obras de época, Comoventes

36. Frances Ha
Direção de Noah Baumbach | 2012

Clássico recente do cinema independente norte-americano, “Frances Ha” nos apresenta um relato bastante sensível e honesto sobre se tornar um adulto e não ter ideia do que fazer com a própria vida.
Tags: Comédia, Humor ácido, Espirituosos, Dramas

35. O Grande Gatsby
Direção de Baz Luhrmann | 2013

Tão dinâmico e fantasioso como um eloquente musical. A versão de Baz Luhrmann para um dos maiores clássicos da literatura é repleta de momentos apaixonantes. Tem uma história trágica e um visual impactante.
Tags: Obras de época, Filmes baseados em livros, Dramas, Românticos

34. La La Land
Direção de Damien Chazelle | 2016

A grande homenagem de Damien Chazelle aos musicais, ao cinema e ao jazz. O filme acompanha a jornada de dois sonhadores, que lutam por alcançar o espaço que sempre almejaram. É bonito e inspirador.
Tags: Comédia, Dramas, Música e musicais, Românticos

33. O Resgate do Soldado Ryan
Direção de Steven Spielberg | 1998

Um dos filmes mais importantes e relevantes quando pensamos em Segunda Guerra Mundial no cinema. O olhar ambicioso de Spielberg e a forma como ele orquestra tão bem seus tantos elementos, tornou a jornada pela busca de Ryan um momento épico a ser apreciado.
Tags: Ação e aventura, Violentos, Realistas, Comoventes

32. Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Direção de David Fincher | 2011

Adaptação norte-americana para o best seller de Stig Larsson, o filme nos prende com sua intrigante história de investigações e por sua fascinante protagonista, que rendeu à Rooney Mara uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.
Tags: Filmes baseados em livros, Filmes noir, Arrepiantes, Dramas

31. Prenda-Me se For Capaz
Direção de Steven Spielberg | 2002

Baseado em uma história verídica, acompanhos a caçada de um agente do FBI contra um inteligentíssimo vigarista. Um dos melhores títulos de Spielberg, que ainda traz ótimas atuações de Tom Hanks e Leonardo DiCaprio.
Tags: Filmes baseados na vida real, Filmes baseados em livros, Dramas

30. Match Point
Direção de Woody Allen | 2010

Woody Allen conquistou uma indicação ao Oscar por este belíssimo roteiro, que envolve um tenista que é capaz de qualquer coisa para viver na alta sociedade. Crimes, paixões e reviravoltas surpreendentes.
Tags: Filmes britânicos, Dramas policiais, Românticos

29. Garota Exemplar
Direção de David Fincher | 2014

A intrigante história da mulher que desapareceu no dia do aniversário de seu casamento. Dirigido pelo mestre David Fincher, o longa nos hipnotiza por suas brilhantes saídas e por suas boas reviravoltas.
Tags: Filmes baseados em livros, Filmes de suspense, Sombrios

28. Aquarius
Direção de Kleber Mendonça Filho | 2016

Um dos mais completos e belos filmes nacionais que tivemos nesta última década. “Aquarius” trouxe uma baita história e uma baita atuação de Sônia Braga.
Tags: Filmes brasileiros, Dramas brasileiros, Calientes, Intimistas

27. Akira
Direção de Katsuhiro Otomo | 1988

Baseado no clássico mangá japonês, a animação nos leva para um futuro distópico, onde um jovem é usado pelo governo como um letal experimento. A obra choca pela qualidade e por se manter atual ainda nos dias de hoje.
Tags: Animes de ação, Ficção científica e fantasia, Animes longas-metragens

26. Monsieur e Madame Adelman
Direção de Nicolas Bedos | 2017

O começo, meio e fim de uma insana e improvável história de amor. O grande charme desta produção francesa é nos deixar vivenciar toda a intimidade de um excêntrico casal. Nos apaixonamos, rimos e sofremos desta belíssima jornada.
Tags: Filmes franceses, Comédias estrangeiras, Românticos, Espirituosos

25. Sete Minutos Depois da Meia-Noite
Direção de J.A. Bayona | 2016

Uma mistura encantadora de drama e fantasia, onde um pequeno garoto passa a ter visões de um monstro da árvore enquanto sua mãe enfrenta uma doença terminal. É lindo, emocionante e visualmente poderoso.
Tags: Filmes baseados em livros, Dramas, Ficção científica e fantasia

24. Jóias Brutas
Direção de Josh e Bennie Safdie | 2019

Uma insana corrida contra o tempo de um homem que tem tudo a perder e precisa lutar por sua sobrevivência. A melhor atuação da carreira de Adam Sandler, o filme nos prende por seu ritmo alucinante. Não recomendável para quem sofre de ansiedade.
Tags: Dramas, Dramas policiais, Filmes de suspense, Realista, Vigoroso

23. Pulp Fiction: Tempo de Violência
Direção de Quentin Tarantino | 1994

O caminho de vários criminosos se entrelaçam neste grande clássico de Tarantino. Algumas sequências aqui se tornaram icônicas na história do cinema. Ótimos diálogos, ótimas atuações.
Tags: Filmes clássicos, Dramas clássicos, Filme noir

22. Clube dos Cinco
Direção de John Hughes | 1985

Outro clássico de John Hughes na lista! “Clube dos Cinco” é um dos filmes que melhor representa a década de 80 no cinema e traz em cena um grupo de excêntricos jovens que precisam se enfrentar enquanto estão de castigo na escola.
Tags: Filmes teen, Filmes clássicos, Comédias clássicas, Irreverentes

21. Seven – Os Sete Crimes Capitais
Direção de David Fincher | 1995

Filme clássico de David Fincher sobre um serial killer que baseia seus crimes nos sete pecados capitais. Intrigante, envolvente e com um final bastante chocante.
Tags: Filmes noir, Filmes de suspense, Suspenses policiais, Assustadores

20. A Chegada
Direção de Denis Villeneuve | 2016

[No catálogo até 23/6] Uma das melhores ficções científicas que tivemos nesta década. A trama é repleta de boas ideias e reflexões, emocionando com seu sensível e surpreendente final. A história gira em torno de uma linguista que precisa desenvolver uma forma de se comunicar com os aliens que pousam à Terra.
Tags: Filmes baseados em livros, Dramas, Ficção científica e fantasia, Complexos

19. O Profissional
Direção de Luc Besson | 1994

Um assassino de aluguel se une com uma garotinha para vingar a morte da família dela. Grande clássico de Luc Besson, o filme nos prende nesta história de vingança ao mesmo tempo em que encanta pela amizade que nasce entre os protagonistas. Primeiro grande papel de Natalie Portman no cinema.
Tags: Filmes Franceses, Ação e aventura, Violentos, Empolgantes

18. Gênio Indomável
Direção de Gus Van Sant | 1997

Com roteiro de Ben Affleck e Matt Damon, “Gênio Indomável” emociona com a jornada de um jovem prodígio que ignora seus imensos talentos. Com ótima atuações de Damon e Robin Williams.
Tags: Dramas

17. 10 Coisas Que Eu Odeio em Você
Direção de Gil Junger | 1999

O filme definitivo das comédias românticas, “10 Coisas Que Eu Odeio em Você” marcou uma geração e merece ser lembrado até hoje. A história do romance que nasce através de uma aposta nunca foi tão divertido e apaixonante como aqui.
Tags: Filmes teen, Comédia, Espirituosos, Irreverentes, Românticos

16. Assunto de Família
Direção de Hirokazu Koreeda | 2018

O grande vencedor da Palma de Ouro em Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “Assunto de Família” narra a inusitada e comovente história de um grupo de pessoas marginalizadas que se unem para sobreviver. Belíssimo em muitos aspectos e com um final doloroso e emocionante.
Tags: Filmes japoneses, Dramas estrangeiros, Realistas, Intimistas

15. Divertida Mente
Direção de Pete Docter | 2015

Uma das mais inventivas e inteligentes animações da Pixar, em “Divertida Mente” entramos na cabeça de uma criança em um momento difícil de transição, conhecendo as emoções que vivem em seu subconsciente, como a alegria, a tristeza, a nojinho, a raiva e o medo.
Tags: Filmes Disney, Comédias para toda a família, Comoventes

14. Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
Direção de Tim Burton | 2003

“Peixe Grande” é um dos melhores trabalhos de Tim Burton. Criativo, ousado e extremamente comovente. Acontece de tudo um pouco aqui, histórias fantásticas e impossíveis que narram a trajetória de um homem incomum.
Tags: Filmes baseados em livros, Dramas, Excêntricos, Comoventes

13. O Show de Truman
Direção de Peter Weir | 1998

A vida Truman vai ao ar pela TV 24 horas por dia sem o seu conhecimento. Lá na década de 90, quando este conceito de reality show nem existia, Peter Weir construiu uma obra vanguardista, brilhante e estranhamente desconfortável. Jim Carrey está fantástico.
Tags: Dramas, Comédia, Irônicos, Humor ácido

12. Os Incríveis
Direção de Brad Bird | 2004

A grande homenagem da Pixar aos filmes de espionagem, o filme consegue reunir vários elementos deste subgênero e construir uma obra extremamente divertida e envolvente. Acompanhamos uma família com superpoderes que voltam à ativa depois de anos afastados quando surge uma nova missão misteriosa.
Tags: Comédias para toda a família, Comédias de ação

11. Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância
Direção de Alejandro Gonzalez Iñárritu | 2014

Vencedor do Oscar de Melhor Filme, Direção e Roteiro Original, “Birdman” traz uma divertida e revigorante jornada de um ator tentando recuperar seus anos de glória. Através de um belíssimo plano-sequência, encontramos aqui um trabalho excepcional e admirável.
Tags: Comédia, Humor ácido, Complexos, Dramas

10. Blade Runner
Direção de Ridley Scott | 1982

Baseado no clássico de Philip K.Dick, temos aqui uma das obras mais importantes da ficção científica no cinema. Em um futuro distópico, um caçador de andróides precisa deter um quarteto de replicantes que ameaça a nova sociedade.
Tags: Filmes baseados em livros, Ação e aventura, Suspense de ação, Complexos

09. A Origem
Direção de Christopher Nolan | 2010

Uma das obras mais relevantes desta última década, “A Origem” bugou o cérebro de muita gente ao trazer a interessante história de um homem que cria um serviço de espionagem capaz de alterar o pensamento de seus alvos através de seus sonhos. Um texto brilhante.
Tags: Ação e aventura, Suspense de ação, Realidade alternativa, Empolgantes

08. Procurando Nemo
Direção de Andrew Stanton, Lee Unkrich | 2003

Os bons filmes da Pixar são atemporais e irão funcionar com qualquer faixa etária. “Procurando Nemo” nos mostra a apaixonante aventura de um peixe que atravessa o oceano para encontrar seu filho perdido. Engraçado, inteligente e sempre nos deixará felizes ao fim.
Tags: Comédias para toda a família, Filmes Disney

07. À Espera de Um Milagre
Direção de Frank Darabont | 1999

Uma das melhores adaptações de um livro de Stephen King no cinema. A obra traz grandes atuações de seu poderoso elenco e emociona com sua história que envolve milagres dentro de uma penitenciária.
Tags: Filmes baseados em livros, Dramas policiais, Vigorosos, Comoventes

06. Corra
Direção de Jordan Peele | 2017

[No catálogo até 15/6] Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original, é um filme que sempre recomendo quando me pedem um terror de qualidade. A obra consegue debater questões raciais dentro de uma trama absurda e incrivelmente tensa.
Tags: Sátiras, Filmes de terror, Filmes independentes, Assustadores

05. Quem Quer Ser um Milionário?
Direção de Danny Boyle | 2008

Vencedor do Oscar de Melhor Filme, o longa nos faz mergulhar nas lembranças de seu protagonista enquanto ele participa de um programa de TV. É uma jornada grandiosa, cheia de obstáculos e nos faz sentir diversas sensações. Belíssimo.
Tags: Filmes baseados em livros, Filmes britânicos, Dramas, Românticos

04. Moonlight
Direção de Barry Jenkins | 2016

A comovente e dolorosa jornada de um garoto preto, pobre e homossexual. Dividido em excelentes capítulos, acompanhamos seu crescimento e tudo o que teve que enfrentar para sobreviver. Baita filme.
Tags: Filmes LGBTQ, Dramas, Filmes independentes, Intimistas

03. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Direção de Michel Gondry | 2004

[No catálogo até 16/6] A obra-prima de Michel Gondry e um dos filmes definitivos sobre relacionamentos. Com atuações memoráveis de Jim Carrey e Kate Winslet, acompanhamos a inusitada história de um homem que decide apagar da memória os anos em que viveu com sua grande paixão.
Tags: Dramas, Filmes independentes, Românticos, Peculiares

02. Forrest Gump
Direção de Robert Zemeckis | 1994

A extraordinária história de um homem que vivenciou alguns dos eventos mais importantes da década de 60 e 70. Tom Hanks compõe um personagem único e ao lado dele, vivemos e sentimos um pouco de tudo. Daqueles filmes para ver e guardar na memória.
Tags: Filmes baseados em livros, Filmes clássicos, Comoventes

01. Sociedade dos Poetas Mortos
Direção de Peter Weir | 1989

“Sociedade dos Poetas Mortos” é um filme inesquecível, que provavelmente se tornou um item forte na memória de muita gente. A história gira em torno de um professor que se torna fonte de grande inspiração de seus alunos. É lindo, emocionante e seus relatos ecoam em nossa mente. Obrigatório!
Tags: Filmes clássicos, Dramas clássicos, Intimistas, Comoventes