15. Barbie
de Greta Gerwig

A diretora Greta Gerwig e Margot Robbie – que também produz – tinham um desafio e tanto em mãos. Nada do que elas fizessem apagaria o fato de que Barbie é uma peça publicitária. Elas têm total consciência disso, mas vão além. É uma sátira provocativa, que explora o lúdico mundo dos brinquedos para falar sobre o universo feminino no desastroso mundo real. O humor é delicioso e faz uma crítica pungente sobre machismo e as consequências do patriarcado. Melhora ainda mais quando temos um elenco tão à vontade e que, nitidamente, está se divertindo horrores com tudo aquilo. Saí extremamente feliz da sala do cinema e querendo abraçar todo mundo que fez desse arriscado projeto algo possível.
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14. Missão: Impossível – Acerto De Contas
de Christopher McQuarrie

É muito difícil manter uma franquia acesa e com tamanha vitalidade como “Missão Impossível” tem conseguido ao longo das últimas décadas. Tom Cruise e sua equipe sempre souberam como se renovar e é fantástico essa experiência de assistir o capítulo 7 e perceber que tudo ainda funciona, ainda tem gás, tem força e a boa sensação de que sempre somos recompensados por ainda apostar nesses filmes. É ação de primeiríssima qualidade, com sequências divertidas e que nos fazem vibrar. E claro, temos também um elenco carismático que facilmente nos afeiçoamos.
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13. Saltburn
de Emerald Fennell

O retorno de Emerald Fennell (Bela Vingança), em uma obra provocativa e que certamente mexerá com os ânimos do público. “Saltburn” ganha ao aceitar ser camp, abraçando o cafona com muita graça e inteligência. É uma espécie de “O Talentoso Ripley” – ao narrar a história de um jovem que se infiltra em uma realidade que não é sua – mas com um ingrediente essencial: o tesão. Gosto como a diretora não tem medo do absurdo e nem vergonha de ser pop, construindo um jogo perverso e estranhamente sexy. “Saltburn” é imoral, atrevido e entrega sequências que não esqueceremos tão cedo.  É saboroso demais para resistir.
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12. Gato de Botas 2: O Último Pedido
de Joel Crawford

Sem ninguém esperar absolutamente nada de “Gato de Botas 2” – visto que o primeiro não é lá grande coisa – o longa recupera com êxito os bons tempos da DreamWorks. O filme traz de volta aquela aventura mágica que os grandes estúdios perderam a mão em fazer. Não só pelo humor – que é engraçadíssimo – e nem pela habilidade de ser imensamente fofo, mas porque respeita seus personagens e a evolução de cada um. Sabe quando a jornada precisa de respiro, assim como sabe desenvolver uma boa cena de ação. Saí do cinema apaixonado e com aquela sensação rara de que eu poderia voltar e assistir tudo de novo. Uma obra que encanta e diverte na medida certa!
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11. Crescendo Juntas
de Kelly Fremon Craig

Daqueles filmes impossíveis de se assistir sem estar com um sorriso no rosto. Kelly Fremon Craig retorna ao coming of age, depois do ótimo “Quase 18” e revela a relação entre uma jovem garota e sua família, enquanto precisa lidar com as transformações do seu corpo e do seu ambiente escolar. É bela essa narrativa de descobertas, principalmente quando toca em assuntos delicados como religião e fé. E tudo isso é mostrado por um sensível olhar feminino. Simpático e afetuoso, “Crescendo Juntas” é como um abraço do qual não queremos soltar.
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