Começo dizendo que cinema é uma experiência pessoal e gosto é subjetivo. Seu filme favorito pode não estar aqui e está tudo bem. Esta lista não é uma verdade absoluta e se baseia unicamente naquilo que eu gosto. 

O ano começou meio estranho. Fechei o primeiro semestre quase sem conseguir escolher 10 filmes bons que eu tinha visto. Achei que 2025 seria um desastre. Felizmente, coisas boas começaram a chegar e fui me dando conta do quão rico estava sendo. Por isso digo que fazer essa lista foi bem difícil porque eu simplesmente não conseguia definir apenas 30 filmes. Para chegar nesse número, muitos outros que adorei, precisei deixar de fora.

2025 deixou claro que a onda atual do cinema são sequências, remakes e reboots. No meio de tantos títulos que ninguém pediu, surgiram algumas pérolas. Tivemos roteiros originais brilhantes. Tivemos o terror ganhando uma força admirável. Tivemos animações muito boas. Seja no cinema ou no streaming, foram surgindo diversas obras que surpreenderam e que foram dignas de atenção.

Lembrando que eu levo em consideração apenas os filmes lançados no Brasil em 2025. “Nossa, mas cadê No Other Choice? Hamnet?”. Pois bem, esses filmes, assim como muitos queridinhos da atual temporada de premiações, só chegaram no Brasil em 2026. “Nossa, mas Sing Sing e Anora são de 2024″. Isso, mas chegou nos cinemas daqui apenas em 2025, ano em que foi possível assistí-los de forma legal. Ou seja, apenas aquelas produções que foram lançadas no circuito comercial brasileiro, seja no cinema, streaming ou VOD.

Espero que gostem dos selecionados.
Me conte aqui qual foi o seu filme favorito de 2025!

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30. Extermínio: A Evolução
Direção: Danny Boyle

Vinte e oito anos depois, Danny Boyle retorna ao universo dos zumbis com impressionante autenticidade. Extermínio: A Evolução marca um reencontro potente do cineasta com o gênero que ajudou a reinventar ao lado do roteirista Alex Garland. Em tempos de sequências movidas apenas pela nostalgia, o longa surge com identidade própria. É um terror visceral, intenso e, de maneira surpreendente, profundamente emotivo. Ralph Fiennes e Jodie Comer ainda elevam o conjunto com ótimas atuações.

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29. Ladrões
Direção: Darren Aronofsky

A obra recria com precisão o caos da Nova York dos anos 90, evocando os grandes clássicos policiais daquela década, com roteiros ágeis e personagens marcantes. Ladrões é cool, vibrante e cheio de personalidade. Aronofsky aparece aqui em sua versão mais descontraída. E nem por isso menos ousada. Pela primeira vez em muito tempo, ele parece não ter nada a provar. Livre de excessos e pretensões, entrega um cinema mais leve, solto e vivo do que em seus últimos trabalhos.

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28. Separados pelas Estrelas
Direção: Han Ji-won

Somos levados a uma Seul futurista para acompanhar uma história de amor que transcende tempo e espaço. A combinação entre romance e ficção científica funciona com delicadeza, fazendo vibrar pelo encontro dos protagonistas enquanto encanta pelo visual arrebatador. Separados Pelas Estrelas é uma animação sensorial, lindíssima e apaixonante.

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27.  A Avaliação
Direção: Fleur Fortuné

Em um futuro inquietante onde a paternidade é rigidamente controlada, um casal se submete a um processo avaliativo tão excêntrico quanto cruel. A narrativa constrói um jogo intrigante ao confinar três personagens em uma casa que simula uma vida ainda inexistente. Nada é óbvio em A Avaliação e a trama constantemente subverte expectativas. O elenco está afiado, com destaque para Alicia Vikander, que torna o absurdo estranhamente palpável.

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26. Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
Direção: Rian Johnson

Fazia muito tempo em que não víamos um suspense investigativo tão intrigante (e divertido) quanto este. Rian Johnson coloca sua franquia de volta aos trilhos, depois do fiasco de Glass Onion, com o empolgante Vivo ou Morto. Traz novamente personagens carismáticos e uma trama muito bem elaborada. O elenco é ótimo e faz deste jogo de detetive e suspeitos uma experiência ainda mais saborosa.

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25. A Garota Canhota
Direção: Tsou Shih-Ching

Com roteiro de Sean Baker, A Garota Canhota dialoga com o universo do cineasta ao retratar vidas comuns e marginalizadas. Acompanhamos três gerações de mulheres – mãe, filha e neta – e percorremos as ruas caóticas de Taipei enquanto mergulhamos na complexidade de seus vínculos. A diretora Tsou Shih-Ching imprime um olhar autêntico, combinando imagens cruas com cores vibrantes.

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24. Zootopia 2
Direção: Jared Bush, Byron Howard

Sou completamente contra continuações desnecessárias e o cinema, infelizmente, tem se inundado delas. Acontece que, para minha imensa surpresa, Zootopia 2 alcança a proeza de ser tão bom quanto o original. O discurso de “aceitar as diferenças” é quase o mesmo. A fórmula também. No entanto, não pude evitar desfrutar de um filme altamente divertido e que ainda conta com excelentes e inventivas sacadas. Apresenta uma comédia que, de fato, faz rir (o que é raro atualmente) e uma trama envolvente, leve e muito bem escrita. O grande acerto da Disney em 2025.

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23. Kasa Branca
Direção: Luciano Vidigal

Kasa Branca traz uma nova visão da favela. Sem focar na miséria, violência e criminalidade, Luciano Vidigal entende que esse lugar é mais do que sempre foi retratado no cinema e na TV. É um lugar que cabe afeto, amizades e diversidade. O resultado é um filme simples, mas de um coração gigante.

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22. A Longa Marcha
Direção: Francis Lawrence

O grande mérito de A Longa Marcha está em transformar uma premissa aparentemente limitada – jovens caminhando contra a morte – em algo eletrizante, dinâmico, tenso e profundamente humano. Adaptado de Stephen King, o filme permanece assustadoramente atual ao expor o controle social exercido por sistemas autoritários. Ao fim, traz um poderoso relato de resiliência e desta capacidade humana de persistir sem abandonar o próximo. No centro dessa jornada, há também um sensível retrato de amizade.

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21. Superman
Direção: James Gunn

Vivemos uma era onde os filmes de heróis saturaram e Superman, com um roteiro bem estruturado e eficiente, surge como um excelente respiro. James Gunn consegue fazer uma obra muito empática e acredito que este seja seu maior trunfo aqui. Existe algo de acolhedor e otimista nas ações dos personagens e isso encanta. O herói não é apenas um homem de aço pronto para o combate. Ele tem suas fraquezas e age movido por uma crença genuína no que há de bom nas pessoas. A obra, então, funciona quase como um necessário lembrete de que ser gentil é o verdadeiro punkrock. Leve, divertido e muito competente. Para rever muitas e muitas vezes.

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20. Avatar: Fogo e Cinzas
Direção: James Cameron

Avatar: Fogo e Cinzas surge para provar que nunca se deve duvidar de James Cameron. Quando muitos esperavam sinais de desgaste, o diretor entrega justamente o contrário. É neste terceiro episódio que a franquia alcança seus momentos mais impactantes. As cenas de ação são mais frequentes e grandiosas, fazendo deste o filme mais empolgante da série até agora. Ainda assim, o diretor demonstra compreender o cinema para além do espetáculo. Ao unir o primor visual a uma trilha sonora potente, Cameron nos coloca diante de um show que vale ser apreciado. Daqueles que nos mantêm presos à poltrona e nos transportam para um universo repleto de beleza e possibilidades.

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19. Memórias de um Caracol
Direção: Adam Elliot

O delicado retorno de Adam Elliot, quinze anos após Mary e Max. Existem muitos elementos que conectam essas duas obras, mas confesso que Memórias de Um Caracol me agradou ainda mais. Uma animação que conversa diretamente com os adultos ao trazer reflexões profundas sobre crescer cercado de tantos traumas. Sobre escapar do casulo que construímos para nós mesmos para nos proteger do mundo de fora. É um texto muito sensível, maduro e que me deixou com os olhos marejados.

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18. Better Man
Direção: Michael Gracey

Better Man revela os altos e baixos da trajetória do popstar britânico Robbie Williams através de um primata feito por computação gráfica. Trata-se de um filme bastante pessoal, apesar de extravagante, que humaniza o astro ao apresentá-lo justamente como ele se vê e não como ele será lembrado. É um texto que está muito mais preocupado em traduzir a verdade emocional do protagonista do que seguir uma narrativa lógica. Logo, a obra se mostra uma cinebiografia diferente das tantas que inundaram os cinemas recentemente, ao preferir mergulhar na alma do artista a apenas contar sua história. Um musical vibrante, excêntrico e emocionante. 

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17. Twinless – Um Gêmeo a Menos
Direção: James Sweeney

Assistir Twinless sem informações prévias tornou a experiência ainda mais surpreendente. Me deparo, então, com uma comédia mórbida e peculiar que aborda a força de uma amizade como forma de encarar o luto. Escrita, dirigida e protagonizada por James Sweeney, a obra faz um relato bastante íntimo e delicado sobre o doloroso processo de perder alguém próximo. O ótimo texto lida com temas pesados de uma maneira única. Caminha a todo tempo por uma linha muito complexa, sempre aliando com inteligência o sarcasmo com a delicadeza. Temos aqui um filme intrigante, inesperadamente engraçado e comovente. 

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16. O Agente Secreto
Direção: Kleber Mendonça Filho

O Agente Secreto é daqueles filmes que nos fazem sair do cinema com imenso orgulho. Kleber Mendonça Filho reafirma ser um dos grandes diretores brasileiros ao realizar uma obra necessária, cheia de estilo, pirraça, sarcasmo e provocação. Fala sobre resistência e das feridas ainda não cicatrizadas da ditadura e deste passado trucidador que ainda assombra a memória de nosso país. Filmão que mereceu todo o prestígio que recebeu!

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15. A Garota da Agulha
Direção: Magnus von Horn

Inspirado na história real de Dagmar Overbye, uma das serial killers mais infames da Dinamarca, A Garota da Agulha é um terror incomum. Com seu impactante visual preto e branco e uma direção impressionante de Magnus von Horn, o longa nos choca por sua trama assustadora. Daqueles filmes devastadores que dificilmente deixarão o público ileso ou indiferente. 

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14. Anora
Direção: Sean Baker

O grande vencedor do Oscar, Anora é caótico e empolgante. Embora minha expectativa para o novo filme de Sean Baker fosse alta, nada poderia me preparar para os absurdos e surpresas que ele nos entrega aqui. A protagonista, interpretada com coragem e intensidade pela jovem Mikey Madison, é sublime e nos conduz, com maestria, em sua jornada de sonhos, destruições e, claro, muitos prazeres. Uma experiência intensa, vibrante e, surpreendentemente, muito divertida.

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13. Misericórdia
Direção: Alain Guiraudie

Ter assistido Misericórdia sem ter lido e visto absolutamente nada sobre, foi uma experiência incrível. O filme, escrito e dirigido por Alain Guiraudie, flui de maneira estranhamente prazerosa. Existe uma atmosfera agradável, convidativa e diabolicamente sedutora. A trama começa lenta e, aos poucos, vai nos colocando dentro de seu inventivo universo. Crimes, mistérios e um grupo de personagens excêntricos que estão sempre escondendo algo. Uma obra envolvente, peculiar e que lida com naturalidade e inteligência os desejos humanos mais complexos. 

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12. Sorry, Baby
Direção: Eva Victor

Sorry, Baby tem um jeito diferente de nos devastar. Eva Victor, que escreve, dirige e atua, traz um novo olhar sobre temas já muito discutidos no cinema. Entrega um relato íntimo, profundo e extremamente honesto. O roteiro, um dos melhores de 2025, assume riscos constantes ao falar com naturalidade assuntos difíceis de serem verbalizados. 

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11. O Castigo
Direção: Matías Bize

Um único cenário, apenas três personagens e um turbilhão de emoções. Um casal perde de vista o pequeno filho em uma estrada após “abandoná-lo” temporariamente como forma de punição por seu comportamento. Nesta busca, o filme faz uma profunda reflexão sobre a culpa que recai sobre as mulheres e a pressão da maternidade. Antonia Zegers, que faz a mãe, dá um show de atuação. Nos faz sentir esse peso e angústia que ela carrega. O Castigo é todo filmado em plano-sequência, o que aumenta a sensação de urgência e tensão. Fiquei vidrado do primeiro ao último segundo, além da sensação esmagadora que deixa após o poderoso monólogo da protagonista no sufocante final.

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10. The Ballad of Wallis Island
Direção: James Griffiths

The Ballad of Wallis Island é facilmente um dos filmes mais adoráveis de 2025. Aparentemente simples, a obra vai se desabrochando diante de nossos olhos e se tornando algo muito sensível e tocante. Fui rapidamente cativado pelas excentricidades e seu delicioso humor britânico. A música, o elo que une todos os personagens, é de altíssimo nível e só torna a experiência ainda mais envolvente. Daquelas produções que fazem bem para os olhos, para os ouvidos e, principalmente, para a alma. Aquele abraço confortável que, de tempos em tempos, somos agraciados pelo cinema. 

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09. O Bom Bandido
Direção: Derek Cianfrance

O Bom Bandido pode parecer, à primeira vista, uma comédia inofensiva. Contudo, revela-se aos poucos como uma obra potente, reflexiva e surpreendentemente comovente. O diretor Derek Cianfrance apresenta aqui uma nova faceta, mais leve e despretensiosa, mas ainda repleta de virtudes. O filme é envolvente, transita com harmonia entre diferentes gêneros e evoca a leveza e a inteligência das produções dos anos 90. Tudo flui de maneira natural e encantadora. O filme tinha tudo para ser convencional, mas o diretor compreende a complexidade de sua história e a transforma em algo tocante e arrebatador. Saí da sessão com a sensação de ter vivido uma experiência rara, daquelas que fazem rir, chorar e, sobretudo, acreditar na beleza das segundas chances.

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08. Beating Hearts
Direção: Gilles Lellouche

Gilles Lellouche faz uma mistura interessantíssima de filme de crime com um romance juvenil. Registra esta inusitada história de amor em velocidade acelerada, flertando com o lúdico e o musical. Tudo em Beating Hearts pulsa vida e explode. Entre travelings e viradas rápidas de câmera, o longa se movimenta como se estivesse em uma pista de dança. O filme nos lança a uma experiência imersiva e sensorial, que navega em um ritmo alucinante, fazendo suas quase três horas de duração voarem diante de nós. Aqui reside amor, fúria e muita potência. 

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07. Os Enforcados
Direção: Fernando Coimbra

Os Esforcados mistura tragédia e humor ácido em um thriller cheio de boas referências e excelentes reviravoltas. Simplesmente nada pode nos preparar para a pancada que recebemos aqui. É um golpe violento, audacioso e muito sagaz. Saí da sessão completamente atônito por tudo o que tinha acabado de ver. Daquelas produções que não nos permite sair ileso. É forte, inteligente e uma prova de que nosso cinema pode alcançar níveis grandiosos. 

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06. Faça Ela Voltar
Direção: Michael e Danny Philippou

O que mais me impressiona no cinema dos irmãos Philippou é como eles encaram o mal de frente, de maneira gráfica e palpável. Eles nos colocam em um estado de extremo desconforto ao expor o gore de forma crua, sem interrupções e sem nos poupar de detalhes. Durante Faça Ela Voltar, me vi completamente sem fôlego, aterrorizado e com uma sensação de desgaste físico, como se a experiência tivesse drenado minhas energias. O terror aqui é visceral e nos afronta a todo instante. Somos lançados a uma espiral rumo ao inferno, da qual dificilmente sairemos ilesos ou conseguiremos digerir com facilidade. A obra tem como grande trunfo a forma como desenha cada personagem em cena e na força emocional que os conectam. 

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05. Sonhos de Trem
Direção: Clint Bentley

Uma daquelas produções difíceis de explicar porque é muito mais sobre os sentimentos que desperta em cada um do que uma história com começo, meio e fim. Sonhos de Trem é um filme especial. Desses que nos tocam e convidam à reflexão. Apresenta uma adaptação desafiadora, já que não adota uma estrutura narrativa tradicional, mas chega com um olhar sensível, poético e profundo. Retrata com força a vida de pessoas comuns enfrentando o avanço do tempo e da relação do homem com a natureza. Nos faz pensar no milagre de existir e o quanto o mundo carrega histórias muito anteriores às que deixamos. Ao seu término, eu estava inundado de emoção e de sentimentos que eu só consegui digerir muito tempo depois.

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04. Oeste Outra Vez
Direção: Erico Rassi

Sempre refrescante ver o cinema nacional sendo bem sucedido em diferentes gêneros. Oeste Outra Vez é um excelente faroeste contemporâneo que, a partir de seu vasto e árido cenário, investiga a frágil e atual realidade masculina. Nada em cena é óbvio, nem mesmo um simples jogo de sinuca. Erico Rassi desenha uma obra singular, potente e que me fez sair da sessão maravilhado por tudo o que tinha acabado de ver. Um estudo fascinante sobre solidão e abandono e desse ciclo de violência criado pelos homens.

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03.  Pecadores
Direção: Ryan Coogler

Pecadores é um sopro esperançoso de originalidade e autenticidade ao cinema blockbuster contemporâneo. Traz uma mitologia rica, misturando ancestralidade, criaturas sobrenaturais e muito sangue. Em um contexto marcado pela escravidão e pela violência sistemática contra os negros, Ryan Coogler constrói uma fábula sobre herança, resistência e os fantasmas de uma comunidade roubada. Existe muita força nesse universo, que transita entre o drama histórico, o terror e o musical. É uma mistura ousada, cheia de alma, que assusta e encanta com igual intensidade. O diretor injeta inteligência e frescor no cinemão hollywoodiano, entregando uma obra autoral e sem amarras.  Um horror que pensa, que sente e que reverbera.

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02. Sing Sing
Direção: Greg Kwedar

Sing Sing mistura ficção e documentário, extraindo honestidade do elenco e impactando pela força de seus relatos. Encontra humanidade em um ambiente onde, normalmente, se espera apenas violência. O texto quebra qualquer estereótipo que o cinema tenha nos apresentado sobre o sistema prisional, nunca se concentrando nas paredes que separam aqueles homens do mundo, mas sempre no poder da arte que os aproxima do resto. É então que defino este filme como milagroso e transformador, porque ele encanta e ecoa em nós. Uma obra empática, poderosa e que traz uma excepcional atuação de Colman Domingo.

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01. Uma Batalha Após a Outra
Direção: Paul Thomas Anderson

O melhor filme do ano. Uma Batalha Após a Outra é uma verdadeira aula de cinema. A montagem, precisa e enérgica, costura uma narrativa frenética, hipnotizante e que nunca perde o fôlego. Paul Thomas Anderson conduz com sofisticação diferentes gêneros para contar uma história que nunca assume um único tom. Da ação eletrizante à comédia de erros. Do western contemporâneo ao drama familiar. Apresenta uma jornada repleta de surpresas, onde o caos se transforma em terreno fértil para revelar personagens complexos e cheios de humanidade. O diretor retorna mais afiado, realizando um dos melhores filmes de toda sua brilhante filmografia. Uma Batalha Após a Outra traz a provocação sem jamais esquecer do entretenimento. Uma obra que define tão bem nosso tempo, enquanto também nos lembra do porquê amamos cinema. 

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