Continuando com a retrospectiva de 2025 por aqui no site! Venho agora falar sobre os melhores atores que tivemos no ano!

Lista bem difícil de fechar, afinal tivemos várias atuações masculinas de destaque e que mereciam estar aqui. Selecionei aquelas que mais me marcaram e que, por algum motivo, me surpreenderam positivamente. 

Lembrando que levo em consideração apenas aqueles filmes lançados no Brasil em 2025, entre janeiro e dezembro, independente do lançamento no país de origem.

E importante ressaltar, também, que esta lista não é uma verdade absoluta, é feita apenas seguindo o meu gosto pessoal

Qual foi a sua atuação masculina favorita?

15. Michael B. Jordan
(Pecadores)

Em sua longa parceria com o diretor Ryan Coogler, Michael B. Jordan encontra aqui o papel mais desafiador da carreira. Ao interpretar os irmãos gêmeos Smoke e Stack em Pecadores, ele constrói personagens completamente distintos. O funcionamento do roteiro depende dessa diferenciação e o ator domina esse jogo com habilidade impressionante.

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14. Dylan O’Brien
(Twinless – Um Gêmeo a Menos)

Sempre tive simpatia por Dylan O’Brien e enxerguei potencial em sua trajetória. Por isso, é gratificante vê-lo assumir um papel tão complexo, que finalmente permite revelar toda a sua potência. Em Twinless, ele vive Roman, um homem devastado pelo falecimento do irmão gêmeo. Raiva e tristeza o atravessam enquanto tenta encontrar algum sentido na vida que segue. Seus monólogos sobre essa perda são arrepiantes.

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13. Abou Sangaré
(A História de Souleymane)

Interpretando um imigrante que trabalha como ciclista em Paris e busca residência legal no país, Sangaré dá vida a Souleymane, um personagem que representa inúmeras histórias reais. O ator incorpora muito de suas próprias vivências, trazendo uma honestidade comovente à jornada. Emociona justamente por trazer verdade.

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12. Stellan Skarsgård
(Valor Sentimental)

Em Valor Sentimental, Stellan interpreta um pai ausente que tenta realizar um filme enquanto busca se reconectar com as filhas. É ótimo vê-lo se destacando fora dos Estados Unidos, atuando em sueco, sua língua nativa. Ele traz leveza ao personagem, mesmo quando carrega questões profundas.

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11. Ralph Fiennes
(Conclave)

Ralph Fiennes reafirma sua versatilidade ao brilhar tanto em Extermínio: A Evolução quanto em Conclave, onde vive o Cardeal Lawrence. É fascinante acompanhar esse homem devoto que passa a questionar sua fé e sua responsabilidade dentro do Vaticano.

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10. Jesuíta Barbosa
(Homem com H)

A maneira como Jesuíta Barbosa encarna Ney Matogrosso é simplesmente genial. Sua entrega é completa, visceral e cheia de verdade. Nos movimentos, trejeitos e expressões, ele foge da caricatura fácil e alcança o brilhantismo absoluto.

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09. Dwayne Johnson
(Coração de Lutador)

Escalar Dwayne Johnson para viver um lutador de MMA em Coração de Lutador parecia óbvio. Até o filme começar. O que se vê é uma transformação genuína e uma entrega surpreendente. O projeto claramente busca provar que ele pode ir além, e Dwayne abraça essa chance com competência e dedicação.

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08. Irandhir Santos
(Os Enforcados)

O jogo de cena entre Irandhir Santos e Leandra Leal em Os Enforcados é hipnotizante. Como Valério, o ator reafirma seu lugar entre os grandes nomes do cinema brasileiro. Fascinam especialmente os momentos em que ele se transforma ao esconder o rosto sob o capuz, como se o seu personagem ganhasse uma nova identidade. A sequência do discurso inflamado no palco da escola de samba, exaltando o império herdado, é simplesmente arrebatadora.

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07. Ethan Hawke
(Blue Moon)

Com uma carreira marcada por altos e baixos, parecia faltar a Ethan Hawke um personagem como Lorenz Hart. Em Blue Moon, ele demonstra grande versatilidade e se afasta consideravelmente de sua zona de conforto. O texto verborrágico constrói um relato intimista sobre despedidas, onde euforia e melancolia se misturam. Hawke equilibra esses sentimentos com precisão admirável.

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06. Leonardo DiCaprio
(Uma Batalha Após a Outra)

É impressionante como DiCaprio raramente erra na escolha de seus projetos. Da mesma forma, surpreende que sua parceria com Paul Thomas Anderson tenha demorado tanto a acontecer. E que encontro gigantesco! Na pele do ex-guerrilheiro Bob Ferguson, o ator revela um lado mais cômico, mas longe de ser descompromissado. Trata-se de uma atuação que provoca ansiedade no espectador, diante de seu desespero constante e da incapacidade de alcançar o que deseja. Faz rir de nervoso e, ao mesmo tempo, nos deixa fascinados pela completude de seu talento.

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05. Wagner Moura
(O Agente Secreto)

Uma das atuações mais complexas do ano. Marcelo é um professor que precisa assumir outra identidade e fugir para sua terra natal. Sua trajetória é marcada por uma tensão permanente, alimentada por dúvidas, rancores e muito medo. A performance é contida justamente porque o personagem não tem liberdade para se expor ou reagir plenamente às situações bizarras que o cercam. É especialmente interessante acompanhar as diferentes fases dessa vida e perceber como Wagner compreende, com inteligência, cada estágio emocional do personagem.

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04. Adrien Brody
(O Brutalista)

A trajetória do arquiteto László em O Brutalista é avassaladora. Uma vida marcada por perdas, dores e transformações profundas. Adrien Brody se entrega com coragem a esse papel extremamente difícil. Sua dedicação comove.

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03. Joel Edgerton
(Sonhos de Trem)

Como o lenhador Robert Grainier em Sonhos de Trem, Joel Edgerton entrega uma das atuações mais tocantes de sua carreira. O personagem enfrenta uma perda profunda, e essa dor nunca explode, pelo contrário, ela permanece contida e silenciosa. O ator impressa esse vazio em seu olhar e nos deixa imensamente comovidos.

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02. Jesse Plemons
(Bugonia)

Jamais vou entender como essa atuação ficou fora das indicações ao Oscar. Em Bugonia, Jesse Plemons vive Teddy, um apicultor obcecado por teorias da conspiração. Sua presença causa desconforto constante e inquietação. Do tipo de atuação que arrepia, tamanha dedicação e verdade que imprime em cena. Baita ator que merecia mais destaque.

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01. Colman Domingo
(Sing Sing)

Não há outro nome possível para o primeiro lugar. A atuação de Colman Domingo em Sing Sing é devastadora. Nenhuma outra performance do ano me atravessou dessa forma. Ele vive Divine G, um prisioneiro que encontra no teatro uma força de sobrevivência. Os momentos em que sobe ao palco são de uma beleza arrebatadora. Domingo escava algo profundo dentro de si e coloca para fora. Há paixão, há verdade e há muita entrega. Minha atuação favorita de 2025.

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