Vamos falar sobre as melhores atuações femininas de 2025?

Como todo ano, nunca é fácil definir apenas 15 atrizes para a lista, então, infelizmente, precisei deixar outras incríveis de fora. Por isso, espero que tenham gostado das selecionadas. Todas essas mulheres brilharam muito em 2025 e entregaram grandes cenas no cinema!

Lembrando que levo em consideração apenas aqueles filmes lançados no Brasil em 2025, entre janeiro e dezembro, independente do lançamento no país de origem.

E importante ressaltar, também, que esta lista não é uma verdade absoluta, é feita apenas seguindo o meu gosto pessoal.

Qual foi a sua atuação feminina favorita?

15. Lea Myren
(A Meia-Irmã Feia)

Nesta releitura da história da Cinderela, Lea Myren interpreta a meia-irmã “feia”. Acompanhamos sua transformação drástica em cena, sempre em busca de se adequar aos padrões daquele mundo. Sua presença é cativante, diverte pelo absurdo, mas também torna a proposta estranhamente palpável.

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14. Leandra Leal
(Os Enforcados)

Em Os Enforcados, Regina é uma mulher ambiciosa que, influenciada por uma profecia, começa a perder o controle da própria vida. Leandra Leal compreende perfeitamente a loucura da personagem e entrega uma atuação exagerada na medida certa, divertida e extremamente segura. Só uma atriz tão experiente conseguiria algo tão sublime.

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13. Willa Fitzgerald
(Desconhecidos)

Eu definitivamente não estava preparado para essa atuação. Willa Fitzgerald se transforma por completo neste papel intenso de Desconhecidos. Apaga qualquer resquício do que conhecíamos e se entrega de corpo e alma. O terror já nos deu grandes atuações femininas e esta, com certeza, entra para esse seleto grupo.

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12. Denise Fraga
(Sonhar com Leões)

Quebrar a quarta parede no cinema é um desafio para poucos, e Denise Fraga faz isso com naturalidade impressionante. Diverte com um humor peculiar e emociona quando menos se espera.

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11. Julia Roberts
(Depois da Caçada)

Jamais imaginei o resultado da parceria entre Julia Roberts e Luca Guadagnino, que vieram de dois universos tão distintos. Depois da Caçada pode ser polêmico, mas é impossível negar o talento de Roberts ao viver essa protagonista controversa, ambígua e cheia de camadas. É sempre um prazer vê-la em cena, ainda mais com um papel tão rico.

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10. Mikey Madison
(Anora)

A vencedora do Oscar que sempre carregará essa polêmica. Embora a comparação com Fernanda Torres seja inevitável, é impossível ignorar o que Mikey faz em Anora. Como uma stripper em busca de ascensão social, ela conduz o espectador por uma jornada caótica e intensa. Uma atuação corajosa e bastante autêntica.

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09. Jennifer Lawrence
(Morra, Amor)

Um papel dificílimo que Jennifer Lawrence domina com força impressionante. Em Morra, Amor, Grace vive isolada no campo e começa a apresentar sinais de psicose pós-parto. É uma entrega total a uma personagem que perde, pouco a pouco, o controle de si mesma.

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08. Victoria Carmen Sonne
(A Garota da Agulha)

Victoria está fantástica como Karoline, uma mulher abandonada, desempregada e lidando com uma gravidez indesejada. Um retrato cru e angustiante da marginalização feminina, transmitido com dor, vazio e extrema sensibilidade.

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07. Alicia Vikander
(A Avaliação)

Um dos papéis mais complexos da lista, justamente por não haver muitas referências para algo assim. Alicia Vikander interpreta uma figura que se comporta como criança diante de um casal, avaliando se eles poderiam ser pais no futuro. É estranho, desconfortável e, ao mesmo tempo, carregado de uma comicidade absurda. Sem seu talento, tudo poderia desmoronar. Ela torna o impossível plausível. Extremamente subestimada.

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06. Tessa Thompson
(Hedda)

Tessa Thompson domina cada segundo de Hedda. A câmera está sempre colada nela, captando seus olhares e expressões intensas. O filme é seu palco onde ela reina absoluta.

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05. Emma Stone
(Bugonia)

Apesar da sensação de saturação na parceria entre Emma Stone e Yorgos Lanthimos, ela continua rendendo bons frutos. Emma nunca parece confortável e está sempre se desafiando. Em Bugonia, ela vive a CEO Michelle Fuller, sequestrada por acreditarem que seja uma alienígena. Tudo é bastante bizarro, mas estranhamente envolvente, muito graças a ela.

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04. Eva Victor
(Sorry, Baby)

Impressiona o fato de Eva Victor atuar, escrever e dirigir Sorry, Baby com tamanha competência. É um projeto claramente pessoal, carregado de sensibilidade e honestidade. Sua performance transita entre o trágico e o cômico com uma naturalidade rara. Não a conhecia e espero ver muito mais dela.

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03. Sally Hawkins
(Faça Ela Voltar)

Nunca vou compreender por que Sally Hawkins não foi celebrada nesta temporada de premiações. O que ela faz em Faça Ela Voltar é muito superior a tantas atuações ovacionadas. Como Laura, uma mulher cheia de segredos macabros que se torna mãe adotiva, ela entrega uma performance poderosa e memorável. Um espetáculo de interpretação que merecia muito mais reconhecimento.

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02. Antonia Zegers
(O Castigo)

Jamais vou me recuperar do monólogo final de Antonia Zegers em O Castigo. Um discurso longo, profundo e dolorosamente sincero sobre a maternidade. Suas palavras atravessam porque machucam. Como uma mãe devastada pelo desaparecimento do filho, ela entrega algo avassalador. De arrepiar e aplaudir de pé.

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01. Kathleen Chalfant
(Toque Familiar)

O Alzheimer é um tema delicadíssimo, raramente retratado com tanta precisão. Em Toque Familiar, Kathleen Chalfant dá uma verdadeira aula. Sua atuação é sutil, delicada e profundamente honesta. Ela nos convence da confusão mental da personagem e nos comove profundamente.

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