Vamos falar sobre as melhores atuações masculinas em papeis coadjuvantes?

Ao decorrer do ano, vários profissionais se destacaram, sejam eles veteranos ou novatos, mas todos brilharam muito. Digo que foi uma lista difícil de fechar, então espero que tenham gostado dos selecionados! Aliás, como sabem, outros nomes incríveis acabaram ficando de fora para fechar apenas em 10. 

Lembrando que levo em consideração apenas aqueles filmes lançados no Brasil em 2025, entre janeiro e dezembro, independente do lançamento no país de origem.

E importante ressaltar, também, que esta lista não é uma verdade absoluta, é apenas feita pelo meu gosto pessoal.

Qual foi a sua atuação favorita?

10. David Jonsson
(A Longa Marcha)

A Longa Marcha acerta em como constrói e revela as relações entre seus personagens. David Jonsson faz uma excelente parceria com Cooper Hoffman, e ambos encantam em cena. Existe uma cumplicidade ali muito interessante de acompanhar. David encara com muita segurança este jovem com traumas do passado e sem muitas perspectivas do futuro, mas que segue firme em sua caminhada. Ele é o suporte dos demais. A figura que traz força e um grande senso de compreensão. 

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09. Rodger Rogério
(Oeste Outra Vez)

Grande vencedor do Kikito de Melhor Ator Coadjuvante, Rodger Rogério é também cantor e compositor que veio lá do Ceará. Sua performance em Oeste Outra Vez é impagável. Existe uma espontaneidade que cativa. Ele traz um humor muito peculiar aqui, onde nada soa óbvio ou comum. Diverte e rouba a cena.

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08. Jack O’Connell
(Pecadores)

O assustador antagonista de Pecadores, que se mostra, de início, apenas um forasteiro amigável, escondendo sua verdadeira e assustadora identidade. Ele é o predador sedento por sugar tudo aquilo que não o pertence e que o tornará mais forte. Jack sabe como ninguém construir esses seres perturbados. A sequência em que ele canta sua canção irlandesa é fantástica.

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07. Ricardo Teodoro
(Baby)

Além de ter surpreendido como Olavinho na novela Vale Tudo, Ricardo Teodoro também fez bonito no cinema. No drama Baby, de Marcelo Caetano, ele interpreta Ronaldo, um garoto de programa que faz diversas falcatruas para sobreviver nas ruas perigosas de São Paulo. É também um homem em busca de construir uma família. Uma alma solitária em busca de pertencimento. Teodoro tem um jeitão hipnotizante, que diverte com sua naturalidade e encanta ao trazer muita verdade ao seu personagem. 

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06. Stanley Tucci
(Conclave)

Stanley Tucci sempre foi um ator muito subestimado que merece mais atenção. Em Conclave, ele interpreta Aldo Bellini, cardeal progressista que faz de tudo para alterar o jogo dentro da escolha do novo papa e impedir que a ala ultraconservadora vença. Essa sua garra e desespero diante de uma situação tão urgente é convincente e nos coloca, a todo instante, ao seu lado. Também tem uma ótima troca com Ralph Fiennes. Um presente ver os dois veteranos contracenando aqui. 

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05. Guy Pearce
(O Brutalista)

Ótimo ver Guy Pearce ganhando, finalmente, um excelente papel. Seu personagem é Van Buren, um homem carismático, porém esnobe e possessivo. Ele tem grande destaque na trama e acaba funcionando como o antagonista. Sua passagem em O Brutalista vai se transformando até se tornar um ser desprezível e controlador. Guy entende muito bem essas nuances e entrega uma das melhores atuações de sua carreira. 

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04. Josh O’Connor
(Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out)

Josh é um ator competente que sempre esteve atrelado a trabalhos mais independentes e pouco conhecidos. Interessante vê-lo em uma produção da Netflix com grande alcance. Na pele do Padre Jud, ele toma o filme para si. Seu personagem é tão cativante que pouco notamos os demais em cena. Existe uma ambiguidade muito interessante, deste homem devoto que possui um passado violento. Simplesmente fascinante!

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03. Delroy Lindo
(Pecadores)

É sempre bom ver veteranos do cinema recebendo papéis como este e tendo visibilidade em um filme grande. Delta Slim é um personagem misterioso que sempre eleva a cena. Mérito do ator que tem, como sempre, excelente presença.

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02. Clarence Maclin
(Sing Sing)

Uma das atuações que mais me comoveram em 2025. Mais do que sua ótima presença, Clarence também carrega uma história de vida que muda completamente nosso olhar sobre o que ele realiza aqui. O ator passou 17 anos encarcerado, lugar onde aprendeu teatro. Aqui, ele faz uma versão fictícia de si mesmo, dando vida a um prisioneiro de Sing Sing, que encontra na arte uma forma de compreender e suportar sua existência. É muito forte quando há este encontro entre ficção e realidade. Uma forma dele depositar ali muita honestidade, tornando todos os seus discursos ainda mais poderosos.

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01. Sean Penn
(Uma Batalha Após a Outra)

Daqueles vilões que arrepiam e que, definitivamente, serão lembrados daqui a muitos anos. Na pele do Coronel Lockjaw, militar corrupto que persegue os protagonistas guerrilheiros, Sean Penn parece se reerguer como ator. A verdade é que há muito tempo ele não se envolvia em um projeto tão bom quanto Uma Batalha Após a Outra. É o tipo de papel que explora todo seu talento e o faz revelar uma nova e surpreendentemente faceta.

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