5. A Filha do Palhaço
de Pedro Diógenes

“A Filha do Palhaço” não deixa de ser uma homenagem aos artistas que trabalham com humor no Ceará a ao ator Paulo Diógenes, primo do diretor, que faleceu em 2024. Fiquei muito comovido com essa história, que nos leva a viver essa relação conturbada de uma filha e seu pai, que a abandonou quando criança. Ela viaja para buscar respostas e tentar uma conexão perdida. O encontro deles é imensamente tocante e singelo.

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4. Estranho Caminho
de Guto Parente

Às vezes, para encontrar nossos pais, é preciso percorrer um estranho caminho. Bela direção de Guto Parente, que narra uma jornada bastante pessoal sobre um jovem cineasta que, enquanto enfrenta os desafios de lançar seu filme em um Festival, procura se reconectar com o pai. E nessa mistura de fantasia e realidade, o filme encanta e entrega instantes de grande inspiração.

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3. Malu
de Pedro Freire

Dirigido por Pedro Freire, “Malu” revela as cicatrizes de uma família formada por três mulheres. Ele constroi um conflito geracional poderoso em cena, enquanto essas três grandes personagens se confrontam. Arriscaria dizer que é um dos encontros mais incríveis entre três atrizes em cena que vi em muito tempo. Yara de Novaes, Carol Duarte e Juliana Carneiro Da Cunha estão formidáveis.

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2. Greice
de Leonardo Mouramateus

Greice é amiga das circunstâncias e vamos acompanhando essa jovem a construir a sua própria história e identidade. Dividida entre dois países, entre a verdade e boas mentiras. Escrita e dirigida pelo cearense Leonardo Mouramateus, a obra encanta pelo bom humor e pelo roteiro bem amarrado, original e inesperadamente poético.

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1. Ainda Estou Aqui
de Walter Salles

O filme que nos fez sentir um imenso orgulho da produção brasileira. Foi incrível ter visto na tela grande e ter vivido essa experiência de cinema. Ver de perto aquele silêncio enquanto todos sentiam o impacto daquela história. Walter Salles faz um recorte triste de nossa história, enquanto investiga as dores, afetos e lembranças de uma família. O resultado é devastador, potente e de uma sensibilidade rara. E, claro, Fernanda Torres que entrega a melhor atuação do ano.

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