Finalizando a lista de melhores atuações de 2023 aqui no site, venho trazer esse post especial com as grandes atrizes que tivemos no ano.
Seja na comédia, no drama, no terror, essas mulheres brilharam demais no cinema. Separei, então, 15 atrizes que acredito que foram as melhores. Claro, precisei deixar excelentes atuações de fora, mas espero que gostem das selecionadas.
Obs: Lembrando que para esta lista eu levo em consideração apenas aqueles filmes lançados em circuito comercial no Brasil em 2023, seja no cinema, streaming ou VOD.
Deixe nos comentários qual a sua atriz favorita de 2023.
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15. Jennifer Lawrence
(Que Horas Eu Te Pego?)

Apesar de ser uma pessoa naturalmente cômica, Lawrence sempre se dedicou aos papéis mais dramáticos e vê-la aqui, em uma comédia bem pastelona, não só é muito diferente do que esperávamos dela como é muito bom também. Ela revela um dom para o humor e se mostra muito à vontade, leve e descompromissada. Mas mesmo aqui, ela consegue revelar as camadas de sua ótima protagonista, a qual facilmente nos apaixonamos.
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14. Rosy McEwen
(Blue Jean)

Não conhecia o trabalho de Rosy e por isso foi ótima essa descoberta. Ela traz muita sensibilidade e honestidade em cena, mesmo com uma personagem tão introspectiva e que se vê presa na própria existência. A sequência em que ela revela os medos que sente como uma mulher lésbica para uma aluna é muito poderosa. Sua presença em “Blue Jean” é hipnotizante, daquelas personagens que simplesmente não conseguimos desgrudar os olhos.
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13. Sophie Wilde
(Fale Comigo)

É muito comum atuações dentro do terror não serem tão valorizadas, o que é uma pena. Em “Fale Comigo”, Sophie, que é uma atriz super jovem, conseguiu transmitir todo o desespero, tensão e dor que sua personagem precisava. Mais do que isso, ela passa muita naturalidade em cena e nos convence desse turbilhão de emoções que enfrenta. Há muitas camadas aqui e ela domina todas elas.
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12. Margot Robbie
(Babilônia)

Intensa essa passagem de Margot Robbie em “Babilônia”. Na pele da atriz Nellie LaRoy que vive os escândalos e decadência de Hollywood na década de 20, Margot prova mais uma vez seu enorme talento. Sempre muito carismática e divertida, ela torna o filme melhor do que é. Acredito que esta seja uma de suas melhores performances ou pelo menos aquela que mais exigiu da atriz. E ela está fabulosa.
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11. Mia McKenna-Bruce
(How to Have Sex)

Mia surpreende por ser uma atriz sem muita experiência e mesmo assim consegue passar todo o desespero de sua personagem que enfrenta uma situação muito sensível. Ela tem uma virada brusca dentro do filme e é chocante a transformação que revela em cena, onde toda a dor e todo medo se encontram em seus poderosos olhares. É simplesmente incrível como Mia domina todos os momentos.
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10. Park Ji-Min
(Retorno a Seul)

É uma jornada muito íntima esta proposta por “Retorno a Seul”, nos colocando ao lado desta protagonista complexa e cheia de nuances. Park Ji Min acerta no tom e mergulhamos nessa sua caminhada tentando desvendá-la, mesmo que isso nunca seja possível. Ela é um daqueles enigmas preciosos, que nos mantém atentos a todo instante.
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9. Margot Robbie
(Barbie)

Ninguém poderia imaginar que um filme sobre uma boneca poderia ir tão longe. Margot merece destaque não só por produzir o filme e torná-lo possível, mas também por ter imprimido tantos sentimentos a uma personagem que na mão de outra atriz poderia ter dado muito errado. Ela traz humor e sensibilidade ao revelar as transformações de Barbie nesse seu renascimento, de sua compreensão enquanto humana, enquanto mulher. Um trabalho lindo e inesperadamente comovente.
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8. Tang Wei
(Decisão de Partir)

Difícil não ficar extremamente intrigado pelos mistérios de Park Chan Wook e em “Decisão de Partir” ele desenha um suspense elegante e cheio de desdobramentos inesperados. No meio dessa trama bem arquitetada está Tang Wei. A atriz está excelente como a principal suspeita de um crime mas que acaba se envolvendo com o detetive do caso. Enigmática, ficamos atentos a cada uma de suas expressões e gestos, procurando respostas para suas ações. É como se ela, em cada instante, estivesse nos manipulando também.
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7. Danielle Deadwyler
(Till – A Busca por Justiça)

É sempre surpreendente se deparar com a versatilidade de Danielle Deadwyller. Ela dá vida a uma mãe que precisou encarar o assassinato brutal de seu filho e escancarou a violência contra os negros na década de 50. É um papel potente e ela cresce em cena. Emociona profundamente e prova ser uma atriz que merecia mais reconhecimento.
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6. Ann Dowd
(O Peso da Dor)

Um papel bastante desafiador que a veterana domina com maestria. Como uma peça de teatro, “O Peso da Dor” coloca quatro personagens frente a frente, revelando a profunda tristeza e rancor de terem perdido seus filhos. Ann faz a mãe de um jovem que cometeu o crime e não há palavras para descrever a grandeza de tudo o que ela faz aqui. É um texto primoroso e ela consegue mostrar em suas expressões a dor de estar naquele momento tão difícil.
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5. Tia Nomore
(Earth Mama)

Sempre surpreendente ver atrizes jovens encarando com tanta garra personagens tão difíceis. Tia Nomore interpreta Gia, uma jovem que precisa provar que tem capacidade para ter de volta a guarda dos próprios filhos, enquanto está grávida de um próximo. É uma jornada de amadurecimento angustiante e solitária, onde a atriz revela muita sensibilidade e honestidade. Não há como não se emocionar por sua belíssima e singela atuação.
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4. Teyana Taylor
(Mil e Um)

Uma das atuações mais subestimadas de 2023. É surpreendente como Teyana Taylor, que também é cantora, se entrega em seu primeiro papel no cinema. Na pele de uma mãe que precisa reestruturar sua vida após sair da prisão e se reaproximar do filho que precisou abandonar, ela emociona e transmite muita honestidade. Acreditamos em sua dor e em sua força. Uma performance visceral.
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3. Vera Holtz
(Tia Virgínia)

“Tia Virgínia” foi um dos melhores títulos nacionais de 2023 e foi incrível podermos ver a veterana Vera Holtz tão à vontade em cena, nessa personagem que é tão insana, divertida e que carrega em si sentimentos tão complexos. Ela está prestes a coringar enquanto cuida de sua mãe debilitada e precisa arrumar a ceia de final de ano para suas irmãs que não a valorizam. É um encontro cheio de embates acalorados e ela nos hipnotiza em todos eles. Passa muita verdade ao dar voz a essa mulher que cansou de não viver.
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2. Mia Goth
(Pearl)

Mia Goth deu o nome aqui. Também responsável por assinar o roteiro de “Pearl”, ela se dá a chance de brilhar e agarra todas as oportunidades. Se doa por completo nessa que é uma das personagens femininas mais icônicas do ano (e talvez dos últimos anos). A sequência em que a jovem sonhadora, eu seu show, entende que não terá uma chance como atriz, é de deixar qualquer um de queixo caído. É um momento antológico e que ela destrói.
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1. Cate Blanchett
(Tár)

A concepção de Lídia Tár é tão meticulosamente bem arquitetada que uma das maiores surpresas do ano foi descobrir que essa pessoa nunca existiu. Além de um roteiro fascinante, existe uma atriz em sua melhor forma, que desenha ali na tela um ser intrigante, repugnante e do qual não conseguimos desgrudar os olhos. Não que Blanchett tenha ainda algo a provar, mas eu realmente acredito que ela tenha pisado em um lugar que poucos talentos pisaram. Arriscaria dizer que é uma das performances mais poderosas desta década. Fico feliz de viver no mesmo tempo de Cate Blanchett e ela certamente será aquela atriz que falaremos para as próximas gerações.
