2024 foi um ano que fomos presenteados com excelentes filmes!! Seja no cinema, seja no streaming, chegamos a presenciar instantes que nos emocionaram, nos marcaram e nos impactaram.

Uma cena ou sequência pode nos chamar a atenção por diversos motivos. Uma direção assertiva, um elenco que entrega ou um texto bem escrito. Passando por Luca Guadagnino, Michael Mann e Coralie Fargeat. Grandes nomes do cinema que nos permitiram vivenciar instantes que ficaram em nossa memória!

Para esta lista, selecionei meus 16 momentos favoritos do ano. Aqueles que me chamaram mais a atenção e definiram o que foi o cinema em 2024, na minha opinião.

Comente qual deles foi o seu favorito!

16. Cachorro
O Mal Que Nos Habita / de Demián Rugna

(spoiler) Neste belo filme de terror, o mal circula como um vírus, sempre ganhando um novo hospedeiro. Nesta cena, em específico, ele habita o cachorro, para nossa imensa surpresa. Nada nos prepara para esse momento, nos deixando completamente atônitos. A câmera se afasta e vemos a filha do protagonista sendo violentamente atacada pelo cão.

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15. Beijo Triplo
Rivais / de Luca Guadagnino

(spoiler) Um dos instantes mais empolgantes de “Rivais”, obra de Luca Guadagnino. Existe uma tensão sexual imensa aqui e ficamos assistindo aqueles três conversando, jogando conversa fora, mesmo todos muito cientes do que gostariam de fazer naquele quarto. A ideia de fazer a três é guiada por Tashi (Zendaya), mas Art (Mike Faist) e Patrick (Josh O’Connor) se beijam e se permitem viver esse desejo reprimido que um sente pelo outro.

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14. Nasce Uma Nova Criatura
de Alien: Romulus / de Fede Alvarez

(spoiler) Toda a sequência envolvendo o parto da personagem Kay (Isabela Merced) é bastante tensa em “Alien: Romulus”. Sabemos que ter um filho naquele ambiente não será nada seguro e logo de cara percebemos que ela se tornou hospedeira de uma nova criatura que ganharia vida. O que segue a seguir do nascimento é impressionante, macabro e uma das novidades mais empolgantes deste novo capítulo da franquia.

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13. P-A-C-E
Rebel Ridge / de Jeremy Saulnier

Primário. Alternativa. Contingência. Emergência. Em um dos momentos decisivos de “Rebel Ridge”, Terry (Aaron Paul) revela ao policial que o confronta sobre as siglas de seu plano. Após explicar de forma bastante didática, ele parte para o ataque. É nesta simples sequência que o nosso bravo protagonista vira o jogo e prova que não será uma presa fácil naquela pacata cidade.

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12. Foto
Ainda Estou Aqui / de Walter Salles

“Ainda Estou Aqui” é recheado de ótimos momentos, mas essa cena me marcou porque ela sintetiza muito da jornada de Eunice Paiva (Fernanda Torres). Quando os jornalistas, diante da tragédia do desaparecimento do pai, reúne toda a família para uma foto de jornal e ela, a mãe, impede que os filhos façam cara de triste e pede que todos sorriam. Esse momento é forte porque revela a força dessa mulher e como ela precisou ser resistente. Como ela precisou seguir em frente mesmo com tanta dor. Como ela precisou ficar em pé pela família mesmo quando tudo estava se despedaçando.

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11. A Última Partida
Rivais / de Luca Guadagnino

Verdades podem ser reveladas com uma simples raquete e uma bola de tênis. O embate final entre Art (Mike Faist) e Patrick (Josh O’Connor) exige suor, lágrimas e muito tesão. Poderia ser um confronto físico ou uma cena de sexo, mas Luca Guadagnino deixou a partida na quadra dizer por si só. A câmera se lança aos movimentos do esporte e sentimos como se estivéssemos ali, sentindo a vibração e excitação daquele jogo.

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10. Possessão
A Primeira Profecia / de Arkasha Stevenson

Em uma clara referência à clássica sequência de Isabelle Adjani em “Possessão”, a diretora Arkasha Stevenson entrega aqui um dos instantes mais perturbadores de “A Primeira Profecia”, quando na rua, a protagonista Margaret, recebe a presença do mal. A atriz Nell Tiger Free está fantástica, nos surpreendendo e nos amedrontando por sua potente performance.

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9. Voando Junto
Robô Selvagem / de Chris Sanders

(spoiler) Difícil escolher qual o momento mais fofo e adorável de “Robô Selvagem”, mas escolhi esse. Aquele em que eu não consegui segurar o choro. Fiquei completamente comovido com a dedicação dessa “nova mãe” em fazer seu filhote de ganso a aprender a voar, mesmo sabendo que isso era o que o levaria longe dela. Aqui, todos os gansos se unem para uma viagem conjunta e a robô, em um ato de acompanhar este ritual de liberdade, corre junto aos demais. Poesia visual pura.

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8. Emboscada
Guerra Civil / de Alex Garland

O momento mais tenso de “Guerra Civil”. Após um ato impensável de fazer uma brincadeira em pleno carro em movimento, o grupo de jornalistas acaba caindo em uma emboscada e torna-se vítima de um misterioso homem armado e seu par de óculos vermelhos. Jesse Plemons entrega uma grande atuação aqui e nos deixa suando frio. Não há como respirar.

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7. Arena
Duna: Parte 2 / de Denis Villeneuve

A épica introdução ao personagem Feyd-Rautha, interpretado pelo irreconhecível Austin Butler. A arena de Harkonnen surge em um visual preto e branco impressionante. Ali, Villeneuve instaura o medo e o estranhamento para revelar a personalidade agressiva e caótica do vilão.

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6. Acidente
Ferrari / de Michael Mann

O recorte proposto por Michael Mann em “Ferrari”, revela um período conturbado na vida do empresário italiano quando ele tinha muito sangue em suas mãos. Jovens pilotos estavam morrendo em suas máquinas e a cena em questão nos mostra, de maneira violenta e inesperada, essa situação. A sequência se inicia em uma corrida eletrizante, muito bem filmada e encerra em um terrível acidente. Não estava preparado para ver o que vi e fiquei completamente espantado.

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5. Elisasue
A Substância / de Coralie Fargeat

Nada pode nos preparar para o choque que é ser apresentado para Elisasue. Não entrarei em muitos detalhes porque é quase impossível falar sobre ela sem revelar muitos spoilers. Mas basicamente é o instante em que “A Substância” nos leva diretamente ao inferno. Quando o filme vai além do que esperávamos e do que o cinema de terror costuma ir. É perturbador, provocativo e de uma coragem admirável.

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4. Paul no Verme de Areia
Duna: Parte 2 / de Denis Villeneuve

O aguardado instante em que Paul Atreides (Timothée Chalamet) faz a prova definitiva para montar nos vermes gigantes de areia. A trilha de Hans Zimmer e a primorosa direção de Denis Villeneuve nos faz sentir cada grão de areia e cada batimento cardíaco. É uma experiência completamente imersiva, empolgante e eletrizante.

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3. Monólogo
Anatomia de uma Queda / de Justine Triet

Ler com a voz de Sandra Hüller: “You complain about a life that YOU chose. You are not a victim. Not at all. Your generosity conceals something dirtier and meaner. You’re incapable of facing your ambitions and you resent me for it, but I’m not the one who put you where you are. I had nothing to do with it! You’re not sacrificing yourself as you say. You choose to sit on the sidelines because you’re afraid!”. A cena tornou-se ainda melhor quando a diretora Justine Triet revelou que esse diálogo foi sua resposta ao filme “História de Um Casamento”, na intenção de dar à personagem de Scarlett Johansson algo a altura para dizer em uma cena de discussão em que ela não diz nada.

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2. Espelho
A Substância / de Coralie Fargeat

Nada é mais doloroso em “A Substância” do que esse momento em que Elisabeth Sparkle, personagem de Demi Moore, está indo para um date, mas nos minutos antes de sair, ela decide travar uma batalha contra o espelho. Contra aquilo que ela vê de si mesma. Uma sequência brutal e inesperadamente triste. O filme encontra no terror não apenas essa pressão estética exercida sobre as mulheres, mas também como podemos ser crueis com nossa própria imagem. A mensagem é bastante poderosa aqui.

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1. Calçada
Vidas Passadas / de Celine Song

(spoiler) Os encontros e desencontros entre Nora e Hae Sung parecem chegar ao fim. As últimas semanas do casal nos levaram a viver uma jornada íntima e sutilmente dolorosa. O filme desperta em nós esse resgate de lembranças e experiências que deixamos de viver. De histórias que ficaram para trás. O “e se” é sempre tão cruel. É a dúvida que permeia sobre um mundo hipotético paralelo ao mundo real. E se eles ficassem juntos? E se eles ainda se amassem? E se esse romance não precisasse de um ponto final? A verdade é que nunca saberemos. A diretora Celine Song coloca seus dois protagonistas se despedindo em uma calçada. O diálogo precisa ser rápido, apenas o tempo até que o táxi chegue. Quase como uma despedida corriqueira, sem importância. Mas não era. Era uma decisão de vida. E como dói ver eles fazendo essa escolha. Como dói ver eles dizendo adeus.

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