Seguindo com a retrospectiva 2023 aqui no site, venho para postar uma das minhas listas favoritas desta temporada…a de melhores cenas do ano.
Não foi fácil definir as minhas 16 favoritas, até porque tivemos diversos momentos icônicos, mas com muito esforço, fiz este ranking destacando as cenas que mais me marcaram. Seja porque foram engraçadas, aterrorizantes, emocionantes ou simplesmente porque entregaram um diálogo incrível ou atuações que mereceram destaque.
Lembrando que para esta lista eu levei em consideração apenas os filmes lançados em circuito comercial no Brasil, de janeiro a dezembro de 2023, seja no cinema, streaming ou VOD.
Espero que gostem da seleção e deixo espaço nos comentários para vocês citaram quais foram os seus momentos favoritos no cinema em 2023.
16. Maneater
(Que Horas Eu Te Pego?)
Eu confesso que não resisto a uma boa cena musical. Temos aqui um momento surpreendente de “Que Horas eu Te Pego?”, onde o filme deixa a comédia de lado e abraça seu lado mais doce e singelo. Percy (Andrew Barth Feldman) está em um jantar de gala com seu date Maddie (Jennifer Lawrence), até que ela o desafia a cantar e tocar piano na frente de todos. É um instante que encanta principalmente porque ele escolhe Maneater, clássica canção de Hall & Oates, em uma versão menos contagiante e mais romântica. A letra claramente atinge a protagonista e os dois compartilham ali algo muito íntimo e sincero ali.
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15. 5 perguntas
(Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes)
“Dungeons & Dragons” é uma aventura recheada de bons alívios cômicos. Nesta cena, a equipe de Edgin Darvis (Chris Pine) decide, através de um feitiço, conversar com cavaleiros mortos em um cemitério para conseguirem informações de um item que procuram. A questão é que este feitiço é bastante limitado e permite que eles façam apenas 5 perguntas para cada um. Simplesmente impagável ver o personagem se enrolando todo para tentar ser o mais objetivo possível e perdendo todas as chances que tinham.
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14. O Monólogo de Gloria
(Barbie)
Não há como não prestar atenção a cada palavra dita pela personagem Gloria neste inspirador e profundo discurso. Quando Barbie (Margot Robbie) parece não compreender sua existência, Gloria vem para dizer sobre o que é ser mulher na sociedade. Longe do didatismo e incrivelmente bem escrito, a roteirista Greta Gerwig escreve ali seu manifesto. Suas palavras são potentes e nos mantêm em silêncio e reflexivos. A atriz America Ferrera traz muita honestidade em cena e eleva ainda mais a qualidade.
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13. O Ritual
(Huesera)
Para expurgar uma entidade maligna que a persegue, Valéria (Natalia Solián) decide participar de um misterioso ritual. A diretora Michelle Garza Cervera constrói um instante de extremo pavor e visualmente impactante. É a personagem caminhando em um universo sombrio, até chegar ao ápice de ser devorada por seres albinos e rastejantes. Impossível não ficar hipnotizado aqui. É criativo e feito com efeitos práticos, o que deixa tudo ainda mais interessante e assustador.
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12. Fiat 500
(Missão: Impossível – Acerto De Contas)
Eles tinham um mini carro amarelo e um sonho. Ethan Hunt parte para a ação algemado com sua nova ajudante na missão dentro de um Fiat 500. O cenário, que conta com as movimentadas ruas de Roma, é belíssimo. A montagem dessa cena é sensacional, tornando a perseguição frenética e hipnotizante.
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11. Arco do Triunfo
(John Wick 4: Baba Yaga)
“John Wick: Baba Yaga” é repleto de boas cenas de ação, mas essa, em específico, me tirou completamente o fôlego. Ao redor do Arco do Triunfo, em Paris, capangas tentam apagar nosso herói no meio de uma avenida movimentada. Entre carros, tiros e cortes precisos, a sequência nos mantém atentos a cada movimento, maravilhados pelo grande espetáculo que o diretor Chad Stahelski nos entrega.
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10. Murder on the Dancefloor
(Saltburn)
A canção “Murder on The Dancefloor” não voltou às trends sem razão alguma. E nem Barry Keoghan se tornou um astro do momento a toa. É quando chegamos ao ápice, quando o plano do enigmático protagonista chega ao fim. Completamente nu, Oliver Quick dança pelos corredores e cômodos luxuosos da mansão que um dia uma família habitou. Barry, sem filtro e sem temor algum, se joga a uma sequência bastante provocativa e inesperada.
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9. A Possessão de Riley
(Fale Comigo)
A cena de terror do ano! Não houve nada tão horripilante e fantástico dentro do gênero quanto esse instante. Quando o jovem Riley (o ótimo Joe Bird) decide participar do jogo viral da possessão, algo dá errado quando ele, durante o processo, se vira para a protagonista Mia (Sophie Wilde) e conversa com ela como se fosse sua mãe morta. O tempo limite se esvai e ele começa a bater sua cabeça em um móvel. É tudo tão tenso e chocante, que ficamos ali, em completo silêncio, abismados sobre onde tudo aquilo foi parar.
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8. Voodoo Mama
(Babilônia)
Um plano sequência de deixar qualquer um de queixo caído. Damien Chazelle usa todo o seu domínio em musicais para entregar o mais belo e deslumbrante momento de “Babilônia”. Ao som da vibrante trilha de Justin Hurwitz, a câmera do diretor passeia por um salão movimentado, durante uma festa que já passou todos os limites possíveis. Corpos dançantes, música, sensualidade e muita depravação. E claro, Margot Robbie que faz qualquer cena valer a pena.
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7. Monstro no Mar
(Godzilla Minus One)
Em um período de guerra, os japoneses enfrentam uma nova ameaça: o Godzilla. Quando um grupo de homens sobreviventes passam a trabalhar em um barco, logo descobrem que foram lançados à frente do combate. No meio do mar e sem muitos recursos de defesa, eles são atacados pela criatura. Os efeitos visuais são fabulosos e impressionam pelo altíssimo nível de realismo, o que torna tudo ainda mais assustador e eletrizante. Ficamos apreensivos pelos personagens e pela mínima chance de saírem dali vivos.
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6. Lá se vai esse sonho
(Os Banshees de Inisherin)
Dominic é um personagem adorável e escolho essa cena pelo diálogo que ele tem com Siobhan (Kerry Condon), a mulher que ele ama. Durante o filme, ele lança pequenos flertes bem diretos e aqui, é quando ele chega ao fim de sua jornada e se declara ainda mais diretamente. É um momento fofo porque ele não tem muitos filtros e não tem vergonha alguma de parecer idiota diante dela e diante desse amor platônico. Barry Keoghan está brilhante, trazendo humor e uma boa dose de sensibilidade.
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5. I’m a Star
(Pearl)
Uma das cenas mais virais da lista é quando Pearl finalmente se apresenta em uma audição para estrelar um filme. É o seu maior sonho e ela nitidamente entrega tudo de si. Ao fim, quando é negado o papel, quebrando completamente sua alta expectativa, ela surta. É então que testemunhamos o antológico momento em que Mia Goth grita “I’m a Star!”.
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4. Sociedade-Aranha persegue Miles
(Homem-Aranha: Através do Aranhaverso)
A sequência da perseguição de Miles pela sociedade-aranha demorou quatro anos para ser animada. É um trabalho absurdo e percebemos isso em cada pequeno detalhe da cena. Velocidade, movimentos, cores e som. Tudo ali é um espetáculo a ser assistido.
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3. Trem vertical
(Missão: Impossível – Acerto De Contas)
Uma das coisas que mais me impressionam na franquia “Missão Impossível” é esse senso de realismo que o filme consegue imprimir mesmo nas sequências mais absurdas. A impressão é como se aquilo estivesse mesmo acontecendo e a boa direção, aliada aos bons efeitos visuais, faz com que sentimos um alto nível de tensão e adrenalina. Quando os trilhos chegam ao fim, o trem em que Ethan Hunt (Tom Cruise) e Grace (Hayley Atwell) estão, é lançado para o abismo, permanecendo na vertical e fazendo com que ambos lutem por suas vidas ali. É uma perspectiva nova e nos choca pela imprevisibilidade.
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2. I’m Just Ken
(Barbie)
Essa cena dispensa apresentação. Foi um dos instantes mais icônicos do cinema em 2023 simplesmente porque é estupidamente divertida. É Ryan Gosling super à vontade na pele de Ken, exalando sua kenergy e cantando sobre a difícil vida dos homens, sobre sua solidão e fragilidade. Greta Gerwig entrega uma sequência musical brilhante, desde a ótima canção até as belas coreografias.
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1. Trinity
(Oppenheimer)
Difícil colocar em palavras a experiência que foi presenciar essa cena no cinema. Me encolhi na cadeira, fiquei trêmulo. Uma sensação única e a grande prova do talento de Christopher Nolan. É incrível como ele, que é tão fanático por som em seus trabalhos, entenda o poder do silêncio. Vemos aqui o aguardado teste de Trinity eo momento em que a vitória de um longo estudo também é o assustador início de uma transformação cruel na história da humanidade. É uma dualidade que nos provoca, que nos faz questionar se devemos ou não participar daquilo. O ápice do filme.
